Com os impactos da pandemia do Covid-19, a Associação das Micro e Pequenas Empresas, Empreendedor Individual e Startus do Vale do Itapocu (Apevi) tem notado as dificuldades de seus associados com manter seus negócios, conta o presidente da associação, Valmir Coleto.

"As micro e pequenas e empresas não tem um capital guardado para usar em um momento de crise, especialmente os MEIs e os pequenos, aqueles com dois, três colaboradores. Esse pessoal não tem caixa de reserva, e a prestação de serviço em particular foi muito afetada. Os restaurantes também, com o período fechado começaram a dispensar o pessoal e agora tem que retomar", explica.

A entidade tem mantido contato direto com representantes no legislativo para aprovação célere de um pacote de medidas para o setor, explica Coleto.

"Temos cobrado a aprovação de um projeto do senador Jorginho Mello, que cria para as micro e pequenas empresas um programa aos moldes do Pronaf voltado às micro e pequenas empresas", explica.

O Pronaf - Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar - é um programa de crédito e fomento para o setor.

O projeto de Mello cria um programa similar, apelidado provisoriamente de Pronamp, para as micro e pequenas empresas, com crédito facilitado a juros baixos.

"Este crédito estaria limitado a 30% da tua renda do último ano, com 90% garantido pelo governo e 10% pelos bancos. Este é o cenário que tem se desenhado. Nossa expectativa é grande, tivemos a felicidade de fazer uma live com o senador e o deputado Chiodini sobre o assunto. Essas empresas precisam ter acesso a esse crédito, ele precisa chegar a quem precisa sem burocracia", diz.

Sem poder realizar ações presenciais, a entidade tem buscado a internet para levar conhecimento aos seus associados.

"A Apevi também foi fortemente atingida, pois, grande parte da renda vem das capacitações, que são o nosso carro chefe e não temos mais como fazer as presenciais. Temos agora online um projeto bem bacana com o diretor de educação empreendedora, Nelson Pereira, para capacitação de pequenos e micro empreendedores, para levar informação e educação empreendedora ao nosso público alvo", lembra.

O programa será mantido mesmo depois de retomadas as ações presenciais.

A entidade tem também trabalhado na criação de uma plataforma online para oferecer conhecimento para os associados, de forma gratuita, para "entrar de forma definitiva no mundo digital", como explica Coleto.

 

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