Uma Assembleia Geral com os servidores do Porto de São Francisco do Sul às 17 horas desta terça-feira (12) vai decidir pelo fim ou não da greve que iniciou às 0h de segunda-feira. Segundo o servidor do Estado e Controlador Interno do Porto, Anderson Neoman Gomes a comissão que viajou hoje a Florianópolis para conversar com o secretário da Casa Civil está retornando da capital. “Assim que chegarmos em São Francisco do Sul vamos fazer uma Assembleia Geral com os servidores e então apresentar a eles as propostas que nos fizeram. Aí vai depender deles, em aceitarem ou não. Nossa reunião foi positiva, não conseguimos tudo o que queríamos mas avançamos bastante”, fala. O coordenador do Porto não sabe precisar o valor do prejuízo até o momento, mas já sabe que a greve está causando impacto na economia, em torno de 1 milhão por dia. “Cada navio que atraca gira em torno de R$ 60 a R$ 70 mil dólares de prejuízo por dia”, conta. E por dia, em torno de três navios atracam no Porto de São Francisco do Sul. “Além de os navios não poderem atracar, os servidores que dependem da chegada dos navios para trabalhar não conseguem operar, assim como os portuários e conferencistas. Os caminhões da fila aguardam para descarregar em terminais privados que também podem ter problemas por conta da capacidade de armazenamento. Já os navios que não conseguem entrar ficam atracados em alto mar. Dois navios estão parados desde a madrugada de segunda-feira (11), entre eles um graneleiro com capacidade de 60 mil toneladas. Ao todo 230 servidores estão parados. Os servidores querem a revogação da lei que transfere a administração do porto para a SC Parcerias, além da manutenção dos empregos e, que a Sociedade de Propostas Específicas (SPE) que deve ser criada para administrar o Porto seja pública. O movimento pede ainda pela revogação do projeto aprovado e, portanto, que seja mantido o Porto 100% público.