Foto African Leadership Magazine

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Somando US$ 473,875 milhões em produtos vendidos ao exterior e US$ 283,739 em produtos comprados de outros países, Jaraguá do Sul se mantém com saldo positivo na Balança Comercial até o fim de outubro, contando com um superávit comercial de US$ 190,136 milhões.

O ano contou com apenas um mês deficitário, em janeiro, com as importações superando as exportações no mês em US$ 1,654 milhões. As informações são de dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), divulgados nesta quinta-feira (8).

No entanto, na comparação com o ano anterior, tanto as exportações quanto o saldo estão em queda, enquanto as importações estão em alta. O volume exportado caiu 3,5% no ano, enquanto o volume importado aumentou 7,4%.

Até outubro de 2017, o município havia registrado US$ 264,14 milhões em importações e US$ 491,12 milhões em exportações, com alta de 16,6% nas exportações em comparação com 2016. O saldo do período estava em US$ 226,98 milhões, US$ 36,85 milhões a mais do que o visto este ano.

Eletromotores mantém supremacia

Mesmo com uma queda de mais de US$ 6 milhões no volume exportado em comparação com o mesmo período de 2017, os motores elétricos se mantém na liderança absoluta das exportações de Jaraguá do Sul, compondo sozinhos 70% do volume de exportações, somando US$ 332,41 milhões.

Incluindo nesta lista outros itens ligados ao setor de eletromotores, como partes, capacitores, seccionadores e geradores, o setor de eletromotores responde por 91,5% das exportações, em US$ 434,79 milhões.

Com alta de 23,78% no mesmo período, o setor têxtil é o segundo colocado nas exportações de Jaraguá do Sul: entre janeiro e outubro, o setor somou US$ 12,44 milhões em exportações, respondendo por 2,6% do volume que o município exportou.

Situação dos mercados

O mercado Norte-americano segue como principal cliente de Jaraguá do Sul, respondendo por US$ 150,39 milhões, seguido de perto pela Europa, com US$ 141,33 milhões, com um distanciamento que se alarga: no mesmo período de 2017, os dois blocos respondiam por US$ 145,6 milhões e US$ 142,187 milhões, respectivamente.

Os Estados Unidos se mantém como o maior comprador de Jaraguá do Sul, respondendo sozinho por 23,4% das exportações, em US$ 110,96 milhões. Dentro do bloco europeu, o líder de mercado é a Alemanha, responsável por US$ 40,23 milhões em exportações locais.

Ambos os países registram leve alta em comparação com o ano passado, apesar da pequena retração do bloco europeu.

Onde os resultados não são positivos é com os países vizinhos: as exportações para a América do Sul, terceiro maior bloco comprador de Jaraguá do Sul, encolheram 9,6% entre 2017 e 2018, na comparação com o mesmo período, passando de US$ 112,78 milhões para US$ 101,9 milhões.

O bloco responde por 21,5% das exportações do município. No principal cliente do bloco, a Argentina, a queda foi ainda mais expressiva: 20,8%, passando de US$ 41,26 milhões em 2017 para US$ 32,69 este ano.

Com queda de 7,7% em seu principal representante, a África do Sul - responsável por US$ 26,32 milhões dos US$ 34,78 milhões, ou 75,6% do total, o bloco Africano se mantém com o quarto mercado principal para o município, apesar de uma queda total de US$ 105,8 mil na participação do bloco.

O bloco asiático - excluído deste o Oriente Médio - registrou uma queda de US$ 2,12 milhões nas exportações, apesar de uma alta de US$ 104,7 mil nas compras do principal integrante do bloco, a China. No ano, foram registrados US$ 13,29 milhões em exportações para a Ásia maior.

 

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