Os bancos não podem deixar de atender clientes presencialmente, mesmo quando estiver disponível o atendimento em outros canais. A determinação é do Banco Central (BC), que publicou nesta segunda-feira (2) no Diário Oficial da União a resolução nº 4.746.

A comodidade dos serviços de internet banking e dos caixas eletrônicos, no entanto, faz do atendimento presencial uma realidade cada vez mais distante de boa parte dos cidadãos de Jaraguá do Sul.

"Acredito que o atendimento na boca do caixa seja usado mais por quem tem mais idade e por quem é mais humilde", avalia a arquiteta Dirce Nunes, de 60 anos.

A medida foi definida na reunião do Conselho Monetário Nacional, no último dia 29. De acordo com a resolução, é “vedado às instituições impedir o acesso, recusar, dificultar ou impor restrição ao atendimento presencial em suas dependências, inclusive em guichês de caixa, a clientes ou usuários de produtos e de serviços, mesmo quando disponível o atendimento em outros canais”.

Para a arquiteta, o atendimento presencial é para questões burocráticas - nesta quinta-feira, para assinar um documento - e para certas operações que não podem ser feitas digitalmente. "Por exemplo, quando se vai fazer um depósito ou um saque de valor muito grande, que precisa de aprovação da gerência. Fora isso, faço tudo no computador", diz.

O líder de cartões Elias Magustero compartilha a mesma opinião. "Para mim é bem melhor e mais prático o digital, é muito raro eu vir no banco, hoje mesmo foi só para buscar o meu cartão depois de fazer portabilidade pois, por algum motivo, não chegou em casa", conta.

Para ele, o atendimento presencial é para resolver questões com a administração do banco, como empréstimos, abertura e fechamento de contas e assinatura de documentos. "Para o resto, acho que não tem porque vir no banco", acredita.

Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que a Resolução 4.746, do Banco Central, não altera a lista de produtos oferecidos ou serviços realizados presencialmente nas agências bancárias.

“O texto estabelece novas regras para a forma como as instituições financeiras devem comunicar seus clientes sobre os casos em que o atendimento presencial não é realizado naquele posto de atendimento. Os bancos estão trabalhando para se adequar às novas regras no menor tempo possível”, disse, a Febraban.

 

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