A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu, na noite desta segunda-feira (30), retomar a cobrança das bandeiras tarifárias nas contas de energia elétrica.

A justificativa seria a falta de chuvas na região dos reservatórios de algumas das principais usinas hidrelétricas do país.

A agência já passou a acionar a bandeira vermelha no segundo patamar, a mais alta categoria desse sistema. Com isso, a cobrança adicional passa a R$ 6,243 a cada 100 quilowatts-hora consumidos.

O sistema de bandeiras tarifárias havia sido suspenso em maio deste ano, por conta da pandemia do coronavírus.

Reservatórios

Segundo a agência, além do baixo nível dos reservatórios, há uma tendência de recuperação de carga da energia aos patamares pré-crise, o que demonstra a necessidade de reestabelecer as bandeiras tarifárias no curto prazo.

Os valores das bandeiras tarifárias são atualizados todos os anos e levam em consideração parâmetros como estimativas de mercado, inflação, projeção de volume de usinas hidrelétricas, histórico de operação do Sistema Interligado Nacional.

A agência estabeleceu o sistema em 2015, como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia gerada por meio de usinas térmicas, que é mais cara do que a de hidrelétricas.

A cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia em função das condições de geração de eletricidade.

Risco de "apagão"

O presidente Jair Bolsonaro defendeu o aumento nesta terça-feira (1º), alegando que se nada for feito, haveria um risco de apagão. O presidente também defendeu uma campanha contra o desperdício de energia elétrica.

Em uma publicação de Bolsonaro no Facebook, sobre outro assunto, uma pessoa criticou o aumento. "A conta de luz vai aumentar. Obrigado PR", ironizou.

"As represas estão (com) níveis baixíssimos. Se nada fizermos poderemos ter apagões. O período de chuvas, que deveriam começar em outubro, ainda não veio. Iniciamos também campanha contra o desperdício...", respondeu o presidente.

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