A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prevê que a tarifa de energia elétrica terá reajuste de 5,6%, em média, em 2023. O dado foi informado pela agência nesta quarta-feira (23) ao grupo de Minas e Energia do governo de transição. Foi a primeira reunião entre os diretores da Aneel e a equipe de transição do governo eleito

Porém, o impacto vai variar conforme cada distribuidora de energia. O gerente regional da Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) em Jaraguá do Sul, Danilson Agnaldo Mendes Wolff, explica que o calendário dos reajustes é definido pela Aneel. "O da Celesc é em agosto, por isso hoje seria muito prematuro prever qualquer índice".

Porcentagem varia de acordo com os custos das distribuidoras

A diferença de percentuais no reajuste ocorre em função dos custos de compra, transmissão e distribuição de energia, que variam conforme cada distribuidora, além de eventual crédito tributário que a empresa possa ter direito. Os créditos tributários estão sendo revertidos em favor do consumidor, atenuando os reajustes.

A Aneel destaca que os percentuais de reajuste são estimativas, que podem mudar até a homologação dos novos índices tarifários. Os reajustes nas tarifas de energia são feitos individualmente para cada distribuidora. Normalmente, é na data de aniversário do contrato de concessão.

A Aneel não detalhou à equipe de transição os percentuais por tipos de consumidores: conectados em alta tensão (grandes empresas e indústrias) e conectados em baixa tensão (residenciais, rurais e pequenas empresas).

Histórico de reajustes

Neste ano, o reajuste da tarifa de energia para os consumidores residenciais está, em média, em 10,83%, segundo os dados mais recentes da Aneel. Os diretores da agência também mostraram à equipe de transição que, nos últimos 12 anos, o reajuste no país seguiu, em média, a variação do índice da inflação oficial – medido pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

De acordo com a Aneel, os percentuais entre as regiões têm sido desiguais, pesando mais para os consumidores do Norte, Centro-Oeste e Nordeste. Alta explicada, principalmente, pelos custos de distribuição.