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Ajorpeme alerta sobre impactos nas micro e pequenas empresas com o fim da escala 6×1.

Divulgação/Ajorpeme

Por: Pedro Leal

27/02/2026 - 17:02 - Atualizada em: 27/02/2026 - 17:22

A Ajorpeme manifestou preocupação com a possibilidade do fim da escala 6X1, por entender que a medida, da forma como está proposta, traz profundos impactos e prejudica os empreendedores das micro, pequenas e médias empresas, colocando em risco a manutenção das empresas que mais geram emprego no país. Entidade divulgou nota em seu site.

De acordo com a associação o debate sobre a jornada de trabalho é legítimo e necessário, porém deve ocorrer com equilíbrio, responsabilidade e análise técnica, considerando a realidade de cada setor e os reflexos diretos sobre custos operacionais, produtividade e manutenção de postos de trabalho.

Para a Ajorpeme, a medida, como está proposta, vai elevar o custo da folha em até cerca de 20% ou mais, porque a empresa precisaria contratar mais pessoas ou pagar mais horas extras, demanda que as micro, pequenas e médias empresas não vão conseguir absorver – o que pode ocasionar o fechamento de muitas empresas e desemprego, visto que as MPEs são o setor que mais emprega no Brasil.

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De acordo com estudo apresentado pela FIESC, a redução da jornada de trabalho pode resultar na demissão de 41,4 mil trabalhadores apenas em Santa Catarina, nos próximos dois anos.

Confira abaixo a nota completa da Ajorpeme:

Nota Pública Ajorpeme – Escala 6X1

A Associação de Joinville e Região da Pequena, Micro e Média Empresa – AJORPEME, reconhecida como a mais representativa associação de seu segmento na América Latina, vem, por meio desta, manifestar sua posição contrária ao fim da escala 6×1, por entender que a medida, da forma como vem sendo proposta, pode gerar impactos relevantes nos diversos segmentos da economia, com reflexos diretos sobre as micro e pequenas empresas, responsáveis pela maior geração de empregos no país.

O debate sobre jornada de trabalho é legítimo e necessário, porém deve ocorrer com equilíbrio, responsabilidade e análise técnica, considerando a realidade de cada setor e os reflexos diretos sobre custos operacionais, produtividade e manutenção de postos de trabalho.

Defendemos que mudanças desta natureza sejam construídas com diálogo amplo e planejamento, evitando decisões que possam comprometer a competitividade das empresas e estimular a informalidade.

A preservação do emprego, poder aquisitivo e o fortalecimento do ambiente de negócios devem permanecer como prioridade para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

William Holz

Presidente da Ajorpeme.

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Pedro Leal

Analista de mercado e mestre em jornalismo (universidades de Swansea, País de Gales, e Aarhus, Dinamarca).