Mudando sua periodicidade para trimestral, o relatório OCP de Expectativas de Mercado segue em sua 16ª edição demonstrando cautela quanto ao crescimento do PIB, acompanhado de uma preocupação quanto a inflação e a expectativa de aumento da Selic.

A cotação do dólar voltou a operar acima dos R$ 5, com perspectiva de fechar o ano em R$ 5,19.

O levantamento também consolida as perspectivas cautelosas quanto ao andamento da economia brasileira de consumo nos próximos meses, embora veja avanços para a macro economia. A projeção de inflação em setembro registrou 7,35% Ao mesmo tempo, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) recuou novamente para 3,83%, após se aproximar dos 5% na 15ª edição.

Já a taxa básica de juros, passando por uma série de altas, deve encerrar o ano em 7,54%, segundo os respondentes.

O relatório reúne a expectativa de lideranças locais sobre indicadores vitais da economia brasileira para o exercício de 2021, bem como a perspectiva de comportamento de economia regional.

Recuperação

2021 segue com a perspectiva de crescimento para a economia regional, dando fim aos meses de pessimismo e preocupação, com a totalidade dos consultados afirmando que a economia regional deve crescer este ano.

Essa retomada do otimismo é movida em grande parte pelos avanços de vacinação contra Covid-19, recuando o quadro de pandemia.

Ao longo do ano passado, o Relatório OCP de Expectativas de Mercado acompanhou as mudanças expressivas nas perspectivas das lideranças locais quanto a economia da região e do país.

2020 começou com um forte otimismo para o crescimento econômico do Vale do Itapocu, mas foi abalado pela chegada da pandemia de Covid-19, que trouxe muitas incertezas para todo o mundo.

Abril, maio, junho e julho marcam os meses em que a confiança em uma possível recuperação econômica se mostrou abalada, quase inexistente.

Os meses seguintes, porém, refletem a reação dos mercados, com o retorno de uma estimativa positiva, culminando com os números de dezembro, que se mostram fortemente positivos, deixando o fantasma da retração para trás.

Produto Interno Bruto

A expectativa do empresariado de Jaraguá do Sul e região é que o Produto Interno Bruto (PIB), a soma de toda a produção econômica do país, tenha um crescimento de 3,83% em 2021, projeção positiva, mas que não chega a recuperar as perdas de 2020. As projeções, no entanto, foram fortemente polarizadas, indo de 0,2% a 5,2%, individualmente, demonstrando incerteza.

Com a edição de abril, a projeção havia retomado os níveis acima de 3%, mas maio recuou novamente abaixo desta linha, ficando em 2,87%.

A edição de dezembro encerrou com -4,48%, mantendo a tendência de queda, embora consideravelmente menos intensa do que em agosto, com projeção de queda de -5,71%, e julho, quando se esperava queda de -7%.

Na primeira edição do relatório, em março, se esperava um crescimento de 1,9%. A perspectiva teve mudanças nos meses seguintes: -1,1% em abril, -3,7% em maio e -5,46% em junho.

IPCA

A projeção de inflação para o consumidor amplo voltou a bater recordes: a projeção para o Índice de Preços para o Consumidor Amplo (IPCA) registrou 7,35% em setembro, contra, 5,18% em junho, dando continuidade a alta registrada mês a mês no maior valor desde o início da pesquisa. Março e Abril já haviam registrado um valor expressivo para a inflação, de 4,4% e 4,6%, respectivamente.

Cotação do dólar

Para a cotação do dólar, a projeção é que a divisa americana feche o ano em R$ 5,19, contra os atuais R$ 5,43.

A edição final de 2020, de R$ 5,33, encerrava um ciclo de altas na projeção do dólar, que vinha sido registrada ao longo do período de julho a setembro, quando a expectativa passou de R$ 5,10 para R$ 5,16 e depois para R$ 5,22.

Em junho, a expectativa era que a moeda fechasse o ano a R$ 5,27, contra os R$ 5,05 de maio, R$ 4,31 de março e R$ 4,78 de abril.

Em contrapartida, a taxa básica de juros teve uma disparada na projeção; a edição de junho do relatório prevê uma Selic de 5,59%, a maior desde o início da pesquisa, em março passado.