Jaraguá do Sul abriu, nos primeiros oito meses do ano, um total de 914 empresas - 23% a mais do que no mesmo período do ano passado, segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Jaraguá do Sul. Em 2017, o período viu a abertura de 745 empresas no município. Os dados ainda não consideram o mês de setembro.

Enquanto o número de novas empresas abertas cresceu, as que deram baixa no período diminuíram consideravelmente: até o fim de agosto, o ano viu a baixa de 266 empresas, contra 352 no mesmo período de 2017 - uma queda de 25% no fechamento de empresas.

Este processo de abertura de empresas foi liderado em peso pelo setor de serviços: das 914 empresas com CNPJ firmado neste ano, 497 são prestadores de serviço, sendo 311 - pouco mais de um terço do total de empresas - dentro do regime de Micro Empreendedor Individual (MEI).

Empreendedorismo em alta

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Domingos Zancanaro, acredita que os números mostram que muitos profissionais estão se recolocando no mercado de trabalho como pequenos empreendedores, especialmente diante do crescimento do desemprego – atualmente são mais de 12,7 milhões de desocupados no país.

“O profissional foi retirado do mercado de trabalho e ele está se enquadrando com um pequeno negócio para buscar renda e trabalho. Esse é um fator que não é específico de Jaraguá, mas do Brasil, em função da macroeconomia”, avalia.

O secretario ressalta ainda que o alto número de novos pequenos empreendimentos no setor de serviço também pode estar ligado, em menor escala, a pré-disposição ao empreendedorismo.

No ano, o setor de serviços criou um total de 560 empregos com carteira assinada em Santa Catarina, ficando atrás apenas da indústria - com 933 empregos - na geração de emprego formal em Jaraguá do Sul em 2018. No acumulado de 12 meses, o setor foi o que mais empregou, com saldo de 396 vagas entre setembro de 2017 e setembro de 2018.

Com a exceção de janeiro, que viu a abertura de apenas 24 empresas, todos os meses contaram com mais de 100 novas empresas na cidade, com movimentação mais intensa em abril (162) e maio (152).

Zancanaro ressalta que, apesar de positivo, o crescimento é tímido e o impacto positivo poderá ser medido com o fim da disputa eleitoral. “A economia tende a ter uma equilíbrio”, finaliza.

 

 

Quer receber as notícias no WhatsApp?