Em uma medida que beneficia os interesses dos EUA na disputa entre EUA e China quanto ao fornecimento de tecnologia 5G, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou que a chinesa Huawei não poderá particiar do fornecimento de infraestrutura para as redes 5G do Reino Unido.

A decisão foi anunciada nesta terça-feira, e deve afetar os negócios potenciais da gigante chinesa, a maior empresa de telecomunicações do globo, em outros países, inclusive o Brasil, segundo a Folha de São Paulo.

A decisão foi tomada por conta da imposição da lei de segurança nacional sobre Hong Kong, ex-colônia britânica, violando o acordo de 1997 que estabelecia Hong Kong como uma zona autônoma até 2047, e a sanção dos EUA imposta contra a Huawei em maio, proibindo-a de usar chips de fabricantes americanas.

Os EUA questionam a segurança das informações nas redes da Huawei e a acusam de espionagem a serviço do governo chinês. A empresa já esteve envolvida em escândalos por vazamentos de dados e por aparelhos infectados com spyware.

Em fevereiro deste ano, um exposeé do Washington Post revelou que a empresa tinha, desde 2009, acesso a backdoors intencionais voltados para segurança pública em seus aparelhos.

Em maio do ano passado, um engenheiro canadense em Taiwan revelou que alguns aparelhos da empresa estavam enviando dados para servidores na China sem autorização de seus usuários.

Em janeiro, o governo britânico havia autorizado que operadoras britânicas tivessem até 35% de suas redes fornecidas pela Huawei, que lidera o mercado mundial, disputado principal com a finlandesa Nokia, a sueca Ericsson e a coreana Samsung.

 

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