Maio foi um mês de flutuações intensas na bolsa de valores: fechando o mês em 97.030 pontos, o Ibovespa, indicador que mede a performance média do mercado de ações brasileiro, chegou a cair abaixo dos 90 mil pontos durante o quinto mês do ano - pontuação que  não era registrada desde dezembro passado.

Mas quem caiu e quem subiu neste interim? Eis as cinco "vencedoras" do embate acionário de maio - e as cinco que mais tiveram prejuízo.

As que mais cresceram

1. CSN

A Companhia Siderúrgica Nacional aproveitou a alta do minério de ferro no mercado internacional, que passou de US$ 93,65 por tonelada para US$ 98,72 ao final do mês, e registrou crescimento de 19,35% no mês, encerrando maio cotada a R$ 16,54 por ação, apesar de um prejuízo de R$ 75 milhões no primeiro trimestre.

2. MRV

A construtora - que recentemente anunciou seu segundo empreendimento em Jaraguá do Sul - registrou lucro de R$ 189 milhões no primeiro trimestre, apesar do contingenciamento do Minha Casa Minha Vida, e cresceu 18,54% em maio, fechando o mês cotada a R$ 17,20 por ação.

3. Gol

A companhia aérea cresceu 18,44% em maio, fechando o mês a R$ 26,98, após a aprovação da medida provisória que autoriza o capital estrangeiro nas companhias aéreas - sinal de que tem quem queira comprá-la.

4. CCR

O Grupo CCR, antiga Companhia de Concessões Rodoviárias, é  responsável pela administração de um total de 3.265 km de rodovias - e disparou 17,23% no mês, puxada pela nomeação do empresário Fábio Corrêa Júnior como diretor de negócios da empresa, encerrando o mês valendo R$ 13,37 por ação

5. Ecorodovias

Outra concessionária de rodovias, responsável por 2,6 mil km de vias no Estado de São Paulo, a empresa teve um salto de valorização após uma avaliação positiva por parte da empresa de consultoria Morgan Stanley, crescendo 16,65% para R$ 9,46 por ação.

As que mais caíram

5 - Braskem

A petroquímica ligada a Petrobras teve seu valor derrubado com acusações na Lava Jato e desistências nas compras por parte de investidores estrangeiros. A empresa fechou maio com queda de 10,46%, a R$ 42,78, depois de um acordo de leniência, mas caiu mais de 20% nesta  terça-feira com novas desistências.

4. BRF

Afetada pelas cotações das rações e os preços do milho,  os frigoríficos da  BRF tiveram queda acentuada em maio, com perda de 10,97% no valor acionário, que encerrou o mês a R$ 27,70. A empresa deu sinais de recuperação, mas ainda pode ser afetada pelo veto à carne brasileira na China, no começo desta semana.

3. Cielo

A operadora de serviços financeiros  multi-bandeira é  uma das responsáveis pela captura, transmissão e liquidação financeira de transações com cartões de crédito e débito - e despencou no mês, após reduzir os dividendos de 2018 à pagar aos seus acionistas e anunciar que não deve seguir sua projeção de lucros para o ano, ante a entrada de novos atores no setor. As ações cairam 12,76% e fecharam em R$ 6,70.

2. B2W digital

A empresa de e-commerce que surgiu da fusão entre Submarino, Shoptime e Americanas.com não teve começo de ano bom, caindo 17,91% depois de registrar um péssimo trimestre inicial: foram R$ 139,32 milhões de prejuízo nos três primeiros meses do ano, prejuízo 19,1% maior do que o registrado nos primeiros meses de 2018. A empresa fechou o mês em R$ 31,40 por ação.

1. Suzano

A gigante do papel foi também gigante na queda: 21,24% de queda, fechando o mês a R$ 32,08. A queda é resultado da desvalorização da celulose no mercado internacional, com aumento expressivo na oferta, sem que a demanda tenha crescido.

 

Quer receber as notícias no WhatsApp?