Fotos divulgação

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Existem escritores de todos os tipos. Há aqueles que reproduzem histórias ouvidas aqui e acolá; os que usam a imaginação para criar tramas fantásticas; os que retratam a vida de personalidades; os que cavam atrás de fatos históricos; e há os que tiram da própria experiência a inspiração de uma narrativa, seja ela boa ou ruim. Quando esses dois sentimentos conflitantes se entrelaçam e dão uma vida a um livro que pode ajudar na prática outras pessoas, a emoção é certa.

Tercio Bernardes, bancário em Joinville, cutucou lembranças e feridas para produzir “As Aventuras de Malí e Tetéo”, livro que trata, pura e simplesmente, da relação dele com a irmã. A obra será lançada nesta quinta-feira (12), às 18h, no Hospital Infantil, para o qual será destinada metade do valor de cada exemplar vendido, que é de R$ 30.

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Mahelí nasceu com um problema congênito no intestino. Em 2013, após uma intoxicação alimentar, a situação se agravou, e muito. Ela precisou ser operada e teve quase todo o intestino removido. As chances de sobreviver eram remotas. Milagrosamente, Mahelí conseguiu, mas não sem passar por um longo e doloroso tratamento.

No hospital, Tercio tratou de animá-la dizendo que ela precisava se recuperar para que pudesse ler a história que estava escrevendo, no qual os dois eram os protagonistas na infância.
“Eu nunca tinha escrito nada infantil até aquele momento, mas falei de coração. Ela, por alguma razão que desconheço e para minha surpresa, lembrou-se disse e me cobrou a tal história”, conta Tercio.

Ele então levou a promessa adiante e iniciou a pesquisa para transformar as aventuras dos pequenos irmãos em livro. A essa altura, já não era mais só um gesto de afeto, um vínculo literário da dupla, mas a possibilidade de que o cotidiano, os cenários e as brincadeiras da infância viessem a alegrar outras crianças (e adultos também, claro).

“Minha alegria jorra de acreditar que uma pequena história familiar, vivida com tristeza, pode se multiplicar e transformar-se em muitas histórias alegres. Além disso, é a minha chance, enquanto cidadão, de fazer minha pequena contribuição a uma instituição tão dedicada e capaz como o Hospital Infantil”, exulta o autor, que teve a ajuda de várias pessoas na produção do livro, entre elas, os ilustradores Pedro Jr. e Gabriel Mesquita.