Você sabia que ir às urnas nas eleições de 2026 também pode servir como prova de vida para o INSS? O comparecimento à votação será registrado pela Justiça Eleitoral e poderá ser consultado pelo Instituto para atualizar automaticamente a comprovação de vida dos beneficiários.
A medida vale para quem recebe benefícios previdenciários e assistenciais e dispensa o cidadão de realizar outro procedimento de prova de vida apenas por esse motivo. Segundo o INSS, o voto é uma das informações utilizadas no cruzamento automático de dados do governo.
Mas e quem não votar?
Aqui está um detalhe importante: não comparecer às urnas não significa que o benefício será bloqueado.
O INSS continuará utilizando outras bases de dados para verificar se o beneficiário está vivo. O sistema pode considerar informações como emissão de documentos, atendimentos e outras movimentações registradas pelo governo. A pessoa só será chamada para regularizar a situação caso nenhuma dessas fontes seja suficiente para comprovar a vida.
Como funciona?
A prova de vida atualmente é feita, em grande parte, de forma automática. Em vez de o beneficiário precisar comparecer todos os anos a uma agência ou banco, o INSS cruza informações disponíveis em diferentes bases de dados.
Entre os registros que podem ser utilizados está o comparecimento às urnas. Para as eleições de 2026, o TSE confirmou que possui um serviço que permite ao INSS consultar a presença do eleitor na votação.
E se eu quiser conferir minha situação?
O beneficiário pode consultar a situação da prova de vida pelo Meu INSS. Se houver alguma pendência, o sistema indicará a necessidade de regularização. Também é possível buscar informações pela Central 135.
O INSS alerta ainda que não envia links por SMS, WhatsApp ou e-mail para que o cidadão faça pagamentos ou informe dados pessoais para regularizar a prova de vida.
A integração entre os dados eleitorais e previdenciários já produziu resultados em 2024: segundo o INSS, eventos eleitorais foram registrados para mais de 20,9 milhões de beneficiários e contribuíram para a atualização de cerca de 5 milhões de provas de vida.