A investigação sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira (SP), ganhou novos desdobramentos após a Polícia Civil descartar, por enquanto, a participação do instrutor João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva no desaparecimento da câmera GoPro da vítima. A mudança ocorreu depois que testemunhas relataram que a pessoa que retirou o equipamento tinha cabelos escuros, enquanto o instrutor estava com os cabelos tingidos de “loiro muito claro” no dia do acidente.
João chegou a ser preso por suspeita de envolvimento na ocultação da câmera, mas foi solto por falta de provas. Após deixar a prisão, ele entregou uma carta à Polícia Civil apontando outros possíveis envolvidos no desaparecimento da GoPro. No documento, afirma que o equipamento teria sido levado para o topo da ponte após a queda da jovem e diz ter ouvido uma das organizadoras da atividade ordenar que a câmera fosse escondida. As duas pessoas citadas por ele seguem presas.
Segundo a investigação, a GoPro é considerada a principal prova do caso, pois poderia registrar desde a preparação dos equipamentos até os instantes que antecederam a queda de cerca de 40 metros, ajudando a esclarecer se houve falha operacional ou negligência. Enquanto as câmeras utilizadas por outros participantes foram recuperadas, a que registrava o salto de Maria Eduarda desapareceu e ainda não foi localizada.
Outro elemento que reforça as investigações é um vídeo gravado pelo próprio celular da vítima, divulgado pelo programa Fantástico. As imagens mostram que a corda de segurança principal não estava presa ao corpo de Maria Eduarda no momento do salto. O registro também exibe a preparação da atividade e um cartaz da empresa responsável pelos saltos, a Entre Cordas, informações que passaram a integrar o conjunto de provas analisadas pela Polícia Civil.