Por Madu Ignácio
Coluna Radar OCP
Na segunda-feira, 9 de março, foi o Dia Internacional do DJ! A sigla que vem do termo Disc Jockey, criado em 1935 e unia o vinil (Disc) e operador de um equipamento (jockey).
Em 1947, em Paris, foi criada a primeira discoteca, a Whisky A Go Go, e quem agitava as noites era uma mulher, a gerente e DJ Régine Zylbenberg, que se tornou um grande nome do ramo de nightclubs! No Brasil, o primeiro DJ foi Osvaldo Pereira, em 1958, que buscava tornar os bailes mais acessíveis ao público paulista.
Pulando para 1999, em Jaraguá do Sul surgia um nome que se tornaria bastante prestigiado em eventos: o DJ Xalinho.
Conversei com ele para conhecer um pouco dessa trajetória, já que dos anos 2000 até hoje a vida noturna e as danceterias passaram por diferentes fases, moldadas a cada nova geração.

Foto: Arquivo Pessoal/DJ Xalinho
Como tudo começou…
Minha história com a música começou cedo. Aos 15 anos já trabalhava com som e iluminação na empresa da minha família, em Jaraguá do Sul. Meu pai era músico e meus irmãos atuavam com venda de equipamentos e sonorização de eventos. Cresci literalmente no meio de caixas de som, e foi nesse ambiente que nasceu minha paixão pela música e pelos eventos. Em 1999 fiz meu primeiro curso de DJ em Blumenau e, nos anos seguintes, comecei a tocar em casas noturnas da região, como o La Santidad Bar e o Big Bowling, que na época recebia grandes shows nacionais. Essa experiência foi fundamental para aprender a conduzir a energia de uma pista cheia.
Um fato curioso marcou o início dessa trajetória
No meu primeiro curso de DJ acabei reprovando na avaliação final porque não consegui ligar corretamente os equipamentos. Aquilo, porém, serviu de motivação para continuar aprendendo. Hoje já são mais de 25 anos dedicados à música e mais de 3 mil eventos realizados entre festas, eventos corporativos e casamentos em diferentes regiões do Brasil. Atualmente continuo atuando como DJ e também me dedico à produção musical. Desde 2009 sou cristão, e hoje procuro usar a música também para transmitir mensagens de fé, esperança e alegria. Como costumo dizer: “A música tem o poder de conectar pessoas.”

Foto: Arquivo pessoal
Os desafios da profissão atualmente
O maior desafio é acompanhar a velocidade das mudanças. A tecnologia evoluiu, o público está mais exigente e o DJ precisa estar sempre atualizado, pesquisando tendências, dominando equipamentos e investindo em estrutura para entregar uma experiência completa. O segredo para manter a pista cheia e animada O segredo está em entender o público e conduzir a energia da pista ao longo da noite. Mais do que tocar músicas boas, é criar uma sequência que conecte as pessoas com o momento e transforme a festa em uma experiência inesquecível.
Sobre o universo dos DJ’s:
Até a década de 1970, as cabines do DJ não ficavam em meio ao público, e sim afastadas da pista de dança, junto ao bar, à cozinha ou em salas fechadas. Quem ajudou a mudar a posição do DJ nas casas noturnas foi um brasileiro, o DJ Robertinho, levando os DJs para o melhor espaço das casas: de frente para o público!