SC quer zerar fila de espera para exames e cirurgias eletivas em um prazo de 6 meses

Secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto, apresenta os planos da pasta | Foto: Vicente Schmitt/Agência AL

Por: Elisângela Pezzutti

08/03/2023 - 15:03 - Atualizada em: 08/03/2023 - 15:40

Considerado um dos principais planos de governo da gestão Jorginho Mello, o Programa Estadual de Cirurgias Eletivas tem como meta zerar a fila de espera de exames e cirurgias eletivas em Santa Catarina no prazo de seis meses. As principais diretrizes do programa e o cenário atual catarinense relacionado à fila de espera por procedimentos de saúde foram apresentados pela secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto, aos deputados da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (8).

O diagnóstico apresentado pela Secretaria aponta uma fila de espera de 105 mil pessoas para cirurgias eletivas em Santa Catarina. Outros 117 mil pacientes aguardam consultas com especialidades cirúrgicas. A maior demanda é por procedimentos ósteo-molecular, como cirurgia de joelho, quadril e ombro, respondendo por 21,7% da fila de espera. No segundo lugar, com 20,3%, estão os procedimentos no aparelho digestivo. O cenário catarinense aponta ainda grande demanda por cirurgias de varizes, angioplastias, vasectomias, laqueaduras e cálculo renal.

“Estamos realizando várias frentes no sentido de zerar a fila de espera. A primeira foi separar os pacientes do conjunto de cirurgias eletivas daqueles que têm câncer, já que o câncer é uma cirurgia considerada urgente. Também estamos habilitando hospitais do estado para serem autorizados a fazer os procedimentos. Com isso, nós aumentamos o número de hospitais aptos a integrar o programa das cirurgias eletivas”, explicou a secretária de Saúde.

O presidente da Comissão de Saúde, deputado Neodi Saretta (PT), destacou como positiva a perspectiva apresentada pela pasta para acabar com a fila de cirurgias eletivas. “Queremos que isso se concretize para que apenas se mantenha aquela fila normal, de alguns dias, quando a pessoa chega para procurar atendimento. E também as demais demandas que aqui foram colocadas, como a organização de fluxo de atendimento, política hospitalar catarinense, entre outros. Vamos ter muita coisa para debater, mas essa audiência pública deu um norte importante para os rumos da saúde catarinense.”

Prestação de contas

Os dados foram apresentados durante audiência pública para divulgação do relatório das ações da Secretaria de Estado da Saúde referente aos últimos quatro meses de 2022. A prestação de contas periódica atende a uma obrigação constitucional.

De acordo com o relatório, Santa Catarina investiu, em 2022, 14,85% do orçamento em ações de saúde. O número ultrapassa o mínimo de 12% que deve ser direcionado para área, conforme determinado pela Constituição Estadual. A apresentação trouxe ainda dados sobre indicadores de saúde, cobertura vacinal, combate à dengue e ao Covid-19, gastos e fontes de financiamento.

A cobertura vacinal abaixo da meta foi um dos destaques. Apenas a vacina da tríplice viral bateu a meta de 95%. As demais, como poliomielite, BCG, pentavalente e hepatite, atingiram menos de 90% do público-alvo imunizado.