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Santa Catarina cria plano para proteger animais de produção diante dos riscos do Super El Niño

Foto: Reprodução/Magnific/ND Mais

Por: Martin Petry

23/08/2026 - 10:08 - Atualizada em: 23/08/2026 - 10:42

Santa Catarina criou um novo Plano de Contingência para enfrentar possíveis impactos do fenômeno climático conhecido como Super El Niño, com medidas voltadas à proteção da agricultura, da pecuária e dos animais afetados por eventos extremos. O planejamento estabelece, pela primeira vez, protocolos específicos para o resgate, manejo e abrigamento de animais de produção durante situações de emergência.

A iniciativa considera a possibilidade de aumento de chuvas acima da média e temperaturas elevadas nos próximos meses, cenário que pode favorecer a ocorrência de temporais, enxurradas, alagamentos, inundações e deslizamentos. Esses eventos representam riscos para propriedades rurais, lavouras, estruturas de produção e criação de animais.

Entre as novidades do plano está a definição de responsabilidades para atendimento aos diferentes grupos de animais. No caso dos animais de produção, como bovinos, suínos e aves, a coordenação das ações ficará sob responsabilidade da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).

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A Cidasc poderá atuar junto ao Sistema de Comando em Operações (SCO) durante desastres, coordenando medidas de resgate, avaliação das condições de saúde, alimentação e abrigamento dos animais atingidos. Os proprietários também deverão seguir orientações para reduzir os impactos e garantir a segurança dos rebanhos.

O plano estadual também prevê ações para animais domésticos e silvestres. A Diretoria de Bem-Estar Animal (Dibea) ficará responsável pelos animais domésticos, enquanto o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), com apoio da Polícia Militar Ambiental, coordenará medidas relacionadas à fauna silvestre.

O Governo de Santa Catarina decretou Estado de Alerta Climático em maio de 2026, com validade inicial de 180 dias. A medida busca ampliar a preparação dos órgãos públicos, fortalecer o monitoramento e agilizar respostas em caso de desastres.

Com a previsão de maior atenção durante a primavera e o verão, períodos historicamente mais favoráveis a eventos severos, o Estado busca antecipar ações para reduzir prejuízos no campo, proteger os animais e acelerar a recuperação das atividades agropecuárias após possíveis ocorrências climáticas.

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