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Ranking mostra os cinco pontos com mais acidentes de trânsito em Jaraguá do Sul

Foto Fábio Junkes OCP News

Por: Dyovana Koiwaski Ruaro

06/11/2026 - 13:11 - Atualizada em: 06/11/2026 - 13:52

Você sabe quais são os trechos de Jaraguá do Sul que concentram o maior número de acidentes de trânsito? Um levantamento encaminhado pela Prefeitura ao OCP News revela os pontos mais críticos da cidade, com base nas ocorrências registradas em 2025, e acende um alerta para motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.

Segundo o diretor de Trânsito e Transportes, Gilmar Marietto, o cenário não é recente. As vias que lideram o levantamento já são conhecidas pelo histórico de acidentes e figuram há anos entre os locais que mais preocupam as autoridades de trânsito do município.

Confira as vias com mais acidentes em Jaraguá do Sul

  • Avenida Prefeito Waldemar Grubba (trecho da Vila Lalau, Vieira e Baependi): 62 acidentes;

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  • Rua Walter Marquardt (trecho da Barra do Rio Molha e Vila Nova): 59 acidentes;

  • Rua José Theodoro Ribeiro (Ilha da Figueira): 47 acidentes;

  • Rua Manoel Francisco da Costa (João Pessoa): 40 acidentes;

  • Rua 25 de Julho (Vila Nova): 34 acidentes.

Na Avenida Prefeito Waldemar Grubba, foram contabilizados 29 acidentes na região da Vila Lalau, 23 no Vieira e dez no Baependi.

Já na Rua Walter Marquardt, foram registrados 45 acidentes na região da Barra do Rio Molha e 14 na Vila Nova.

Os números consideram os trechos informados pela Diretoria de Trânsito e Transportes, não necessariamente toda a extensão das vias.

Falta de atenção está entre as principais causas

Os registros da Polícia Militar, apresentados pela Prefeitura, apontam 1.482 acidentes de trânsito em Jaraguá do Sul em 2025. Desse total, 787 foram classificados como acidentes sem vítimas e 695 com vítimas.

O levantamento também apresenta 637 registros de lesões leves, 79 de lesões graves ou gravíssimas e quatro casos classificados como possíveis óbitos.

Entre as causas apontadas, a falta de atenção se destaca, com 698 registros, o equivalente a aproximadamente 47% do total de acidentes. Outras causas não especificadas somam 649 ocorrências.

Também aparecem entre os fatores identificados a embriaguez, com 39 registros; a desobediência à sinalização, com 31; defeitos mecânicos nos veículos, com 21; condições climáticas, com 16; e defeitos na via, com 11.

Ultrapassagens indevidas e velocidade incompatível foram apontadas em oito ocorrências cada, enquanto defeito na sinalização aparece em um registro.

As colisões representam a maior parte das ocorrências, com 1.267 registros. Também foram contabilizados 137 choques, 39 atropelamentos, oito capotamentos, quatro tombamentos e 27 ocorrências de outras naturezas.

Quais medidas estão sendo adotadas?

Segundo a Diretoria de Trânsito e Transportes, a Prefeitura trabalha com diferentes medidas para reduzir a frequência e a gravidade dos acidentes, especialmente aqueles que deixam vítimas.

Entre as iniciativas informadas estão a redução dos limites de velocidade, a instalação de lombadas físicas onde permitido e a utilização de controladores eletrônicos de velocidade.

Nos cruzamentos, as medidas incluem melhorias na sinalização, revisão da preferência de passagem, adequação dos acessos e implantação de rotatórias, minirrotatórias ou semáforos, quando tecnicamente justificados.

Para reduzir atropelamentos, a Prefeitura aponta a implantação de faixas elevadas para pedestres e o reforço da iluminação. Já nos pontos com maior incidência de colisões traseiras, as intervenções envolvem melhorias na visibilidade, sinalização antecipada e adequação dos tempos semafóricos.

Também estão previstas, entre as medidas possíveis, sinalização de advertência e dispositivos de contenção em curvas perigosas, além de travessias elevadas, organização dos locais de embarque e desembarque e redução de velocidade nas proximidades de escolas.

Em vias com grande fluxo de veículos, as ações podem incluir reorganização dos acessos, implantação de canteiros centrais e adequação das conversões.

O município também informou a realização de estudos técnicos e projetos viários para intervenções em locais de maior risco, além de ações da Polícia Militar com radares móveis e utilização de linhas de estímulo à redução de velocidade, conhecidas como sonorizadores.

Comportamento dos motoristas preocupa

Para a coordenadora do movimento Marcha do Silêncio, Sueli Mader, os números reforçam a necessidade de uma mudança de comportamento no trânsito. Na avaliação dela, muitos acidentes estão relacionados à falta de consciência e à maneira como as pessoas se comportam nas ruas, frequentemente priorizando os próprios interesses e transferindo a responsabilidade pelos problemas aos outros.

Sueli também chama a atenção para a pressa que acompanha a rotina de muitos motoristas.

“É importante organizar melhor os horários e sair de casa com tranquilidade. Um instante de desatenção no trânsito pode mudar vidas e causar danos irreparáveis”, alerta.

A coordenadora ressalta que o trânsito é um dos espaços de maior risco no cotidiano, justamente por reunir diferentes pessoas, veículos e comportamentos. Por isso, defende que a segurança depende não apenas do cumprimento das regras, mas também de empatia, respeito e responsabilidade coletiva.

Para Sueli, é fundamental ampliar as políticas públicas voltadas à educação para o trânsito, com ações contínuas de conscientização que promovam mudanças efetivas de comportamento.

 

 

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