Fadiga crônica, queda de cabelo, dores musculares, alterações de humor e até sintomas que imitam depressão ou hipotireoidismo. O que esses problemas têm em comum? Todos podem ser mascarados por deficiências nutricionais não diagnosticadas, mas são frequentemente tratados como doenças isoladas.
Tudo isso culmina em um cenário alarmante: a falta de investigação aprofundada sobre deficiências de vitaminas, minerais, ácidos graxos e proteínas pode levar a tratamentos inadequados e anos de sofrimento desnecessário.
“Muitos pacientes peregrinam por consultórios médicos com sintomas claros de carências nutricionais, mas recebem diagnósticos superficiais. Um exemplo clássico é a deficiência de ferro ou vitamina D sendo confundida com depressão, ou a falta de magnésio interpretada como ansiedade”, explica a nutricionista funcional Patricia Barboni.
Sintomas de deficiência nutricional confundidos com doenças
Por que isso acontece?
Patricia destaca que a “medicina tradicional ainda desconsidera a nutrição como peça central na investigação clínica”:
- Exames de sangue padrão nem sempre avaliam níveis ideais de nutrientes (apresentam valores de referência ultrapassados);
- Sintomas são tratados isoladamente, sem conexão com hábitos alimentares e estilo de vida;
- Falta de abordagem integrativa entre médicos e nutricionistas.
Soluções: nutrição de precisão como aliada
A especialista defende uma abordagem que inclua exames especializados (como dosagem de vitaminas D, B12, ferritina, magnésio eritrocitário), dieta personalizada com foco em reparação celular, suplementação estratégica (quando necessária) e acompanhamento multidisciplinar (médicos + nutricionistas).
“Um simples ajuste nutricional pode resolver anos de sintomas mal interpretados. É urgente olhar para a alimentação como ferramenta de diagnóstico”, reforça Patricia Barboni.
“É nosso dever ir além do clichê ‘alimentação saudável’. É hora de exigir diagnósticos completos que incluam avaliação nutricional, reconhecer que sintomas persistentes podem ser deficiências simples e agir contra o excesso de medicalização de problemas com raiz nutricional. A verdadeira revolução na saúde começa quando entendemos: o que parece doença pode ser o corpo pedindo nutrientes. Sua qualidade de vida merece essa investigação”, finaliza a profissional.
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