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Projeto Piscicultura Ativa quer transformar lagoas ociosas em fonte de renda em Jaraguá do Sul

Foto: Divulgação/PMJS

Por: Elisângela Pezzutti

07/04/2026 - 16:04 - Atualizada em: 07/04/2026 - 16:39

Uma delegação de técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Abastecimento da Prefeitura de Jaraguá do Sul esteve recentemente na sede da Superintendência Federal de Pesca e Aquicultura (SFPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em Florianópolis. O objetivo foi apresentar o projeto Piscicultura Ativa, que consiste no reaproveitamento das inúmeras lagoas inativas no município, e a abertura do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi) para um produtor local, permitindo que a empresa comercialize seus produtos em âmbito nacional, gerando novas demandas.

“A proposta de revitalização dessas lagoas se destaca pelo potencial de geração de empregos, aumento da produção de pescado e fortalecimento do abastecimento da merenda escolar, contribuindo para o desenvolvimento local”, destacou diretor de Agricultura de Jaraguá do Sul que chefiou a delegação na Capital, Jorge Inácio de Andrade.

Na apresentação foram incluídos dados da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) em relação ao segmento no município. Segundo este levantamento, Jaraguá do Sul conta hoje com aproximadamente 1.943 propriedades que mantêm algum tipo de atividade agropecuária.

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Dados apontam ainda que a cidade possui grande potencial produtivo pelas inúmeras fontes de água, pelo aproveitamento do relevo (principalmente nas áreas de rizicultura atualmente desativas), pelo número de viveiros de pescado ativos e inativos, pela característica do clima, que possibilita a criação de várias espécies de peixes, inclusive nativas, e pelo município se localizar numa região estratégica, próximo à grandes centros urbanos.

A cidade conta hoje com uma estrutura de turismo e pesque-pagues, com 11 estabelecimentos, sendo um deles também abatedouro, responsável pela produção própria de 52 toneladas/ano e que absorve mais 130 toneladas produzidas pelos piscicultores/parceiros. Possui ainda uma Associação (AJA) cuja produção anual de filé, equivaleu a 53 toneladas de peixes abatidos em 2022.

Foto: Divulgação/PMJS

Diagnóstico e conclusão

O levantamento apresentado pela equipe jaraguaense conclui que os índices de produtividade da piscicultura comercial estão razoáveis, podendo melhorar ainda mais com o incremento na assistência técnica e adoção de políticas públicas além de inclusão na “Lei de incentivo do município”.

O levantamento aponta, ainda, que “a piscicultura amadora carece de readequação das suas estruturas, bem como sensibilização e motivação dos produtores através do desenvolvimento de mercados e assistência técnica, para que se profissionalizem; saindo das atuais 42 toneladas por ano, para cerca de 190 toneladas potenciais, no médio prazo. Existem ainda cerca de 15 hectares de estruturas obsoletas, abandonadas e/ou subutilizadas, que se devidamente trabalhadas, podem significar um incremento de cerca de 35% sobre o total produzido atualmente. Ou seja, com a melhoria do que já se produz, partiríamos das 409 toneladas p/ cerca de 710 toneladas/ano. Em preço pago ao produtor pelo kg de peixe (R$ 8,50/kg) significaria mais de R$ 6 milhões de valor bruto de produção nesta cadeia produtiva.”

De acordo com Andrade, a apresentação no Mapa “foi muito bem recebida, especialmente pela Secretária Nacional de Aquicultura, Fernanda de Paula Gomes, e demais participantes, que reconheceram o potencial do projeto para promover o desenvolvimento sustentável da região”.

No próximo dia 14, um encontro com os piscicultores locais deverá ocorrer nas dependências da própria Secretaria de Desenvolvimento Rural, na Barra do Rio Cerro. Na ocasião, serão transmitidas as impressões obtidas na SFPA, assim como o projeto Piscicultura Ativa, que pretende implementar o segmento no município, tornando-o uma referência nesta área.

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Elisângela Pezzutti

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Atua na área jornalística há mais de 25 anos, com experiência em reportagem, assessoria de imprensa e edição de textos.