A Polícia Federal apura o possível envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, no esquema de fraudes no INSS. Segundo o colunista Robson Bonin, da revista Veja, a investigação teve avanço nas últimas semanas e gerou preocupação no Planalto. Até o momento, Lulinha não é investigado como autor das fraudes nem foi alvo de operação.
Em fevereiro, o ministro André Mendonça, do STF, autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha, a pedido da PF. No Congresso, a CPMI do INSS também aprovou quebra de sigilo, mas a decisão foi anulada por Flávio Dino em março. No dia 28 de março, a comissão rejeitou o relatório que pedia o indiciamento de Lulinha e outras 215 pessoas.
A investigação apura se houve vínculo indireto com integrantes do esquema ou se Lulinha teria sido beneficiário de recursos desviados. As suspeitas envolvem menções ao nome dele em diálogos interceptados, possíveis relações financeiras não declaradas e uso de empresas ou serviços para mascarar pagamentos.
A defesa nega qualquer irregularidade e afirma que Lulinha nunca recebeu valores ilícitos. Segundo os advogados, as movimentações financeiras e atividades empresariais dele são lícitas e podem ser comprovadas.