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Pesquisas da Estácio são reconhecidas pela Nasa pelo terceiro ano consecutivo

Foto: Divulgação

Por: Elisângela Pezzutti

01/09/2026 - 13:09 - Atualizada em: 01/09/2026 - 14:22

Pelo terceiro ano consecutivo, pesquisas desenvolvidas na Estácio conquistam um reconhecimento que ultrapassa fronteiras: a indexação em bases científicas vinculadas à Nasa. O feito coloca os estudos produzidos na instituição em um seleto ecossistema internacional de ciência e tecnologia, reforçando a relevância e o rigor das pesquisas realizadas no Sul do país.

Na prática, ter pesquisas indexadas em bases como o Astrophysics Data System (ADS), mantido pela Nasa, significa que os trabalhos atingiram um elevado padrão de qualidade científica. “Isso indica que a pesquisa está inserida no cenário global, podendo ser acessada, validada e citada por pesquisadores do mundo inteiro”, explica o professor André Guedes, responsável pelo núcleo de Pesquisa, Extensão e Internacionalização do campus onde o estudo foi desenvolvido.

As áreas que mais se destacam nesse cenário são aquelas ligadas à alta tecnologia e à inovação. Entre elas, estão estudos em materiais avançados, semicondutores orgânicos, optoeletrônica, energia renovável, inteligência artificial e sensores inteligentes. A característica interdisciplinar dos projetos, que integram engenharia, física e computação, é um dos fatores que contribuem para esse reconhecimento internacional.

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Entre os exemplos de pesquisas desenvolvidas estão tecnologias com aplicações diretas no cotidiano. Um dos estudos recentes apresenta janelas eletrocrômicas inteligentes, capazes de controlar a entrada de luz com alta eficiência, contribuindo para o conforto térmico e a economia de energia em edificações. Outro projeto utiliza drones e visão computacional para identificar fissuras em estruturas com precisão quase total, ampliando a segurança em obras e inspeções.

Também se destacam pesquisas em células solares orgânicas flexíveis, com avanços na eficiência energética e na durabilidade dos materiais, além do desenvolvimento de sensores optoeletrônicos com aplicações em segurança e na área da saúde.

Para que um estudo alcance esse nível de reconhecimento, é necessário cumprir critérios rigorosos, como a publicação em periódicos científicos com revisão por pares, consistência metodológica e relevância para áreas estratégicas, como engenharia e tecnologias avançadas. Além disso, a pesquisa precisa seguir padrões que garantam sua rastreabilidade e integração ao sistema científico global.

Foto: Divulgação

Exemplo dentro e fora da sala de aula

A médica-veterinária Paula de Sousa Barbosa é um dos exemplos de professores que inspiram os estudantes dentro e fora da sala de aula. Ao oferecer o aluguel de colmeias de abelhas da espécie Apis mellifera para cafezais de propriedades rurais, a CEO da startup Rent a Bee teve seu projeto contemplado pela Faperj, por meio do edital Doutor Empreendedor.

A expectativa é que a Rent a Bee se torne um diferencial tecnológico para os produtores de cafés especiais. “Estamos desbravando um segmento de mercado. Nossa ideia é que esse conhecimento técnico se transforme em um instrumento de organização e eficiência, fortalecendo a cadeia produtiva agrícola de forma cada vez mais sustentável”, afirma a professora da Estácio.

Ensino e pesquisa

A participação em pesquisas proporciona uma formação mais sólida e competitiva para os universitários, abrindo portas para programas de pós-graduação e oportunidades profissionais. Para os professores, por sua vez, fortalece a trajetória acadêmica e amplia a inserção em redes nacionais e internacionais de colaboração.

“Entendemos que cada resultado é fruto de dedicação e trabalho contínuo. Por isso, investimos na disseminação de uma cultura de pesquisa, com orientação qualificada e incentivo à produção científica”, destaca Larissa Pochmann, coordenadora nacional de Pesquisa, Extensão e Internacionalização da Estácio.

Em linha com sua política de incentivo à pesquisa, a universidade também traz ao Brasil o 27º International Symposium on Measurement and Control in Robotics (ISMCR 2026), que reunirá pesquisadores, especialistas e instituições de diferentes países em torno de temas como robótica, metrologia, inteligência artificial e sistemas inteligentes orientados por dados.

Além de sediar o evento, que será realizado nos dias 17 e 18 setembro, a Estácio também participa ativamente das discussões científicas do ISMCR 2026, com pesquisas próprias desenvolvidas pela instituição, conectando inteligência artificial, sistemas adaptativos, ciência da medição e educação digital em larga escala. Realizado em parceria com o Imeko (International Measurement Confederation), o seminário conta com apoio institucional do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), organização que representa a Imeko no Brasil, e do Instituto de Educação Médica (Idomed).

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Elisângela Pezzutti

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Atua na área jornalística há mais de 25 anos, com experiência em reportagem, assessoria de imprensa e edição de textos.