Enquanto o laboratório que será utilizado para os testes de campo no controle do mosquito maruim não fica pronto, as pesquisas continuam.
Recentemente a equipe do Consórcio Intermunicipal de Gestão Pública do Vale do Itapocu (Cigamvali) encontrou uma maneira de transformar o defensivo agrícola em uma receita caseira.
O diretor executivo do Cigamvali, Fenísio Pires Júnior, destaca que as pesquisas anteriores sempre apontavam a clorofilina como principal elemento, mas agora os pesquisadores encontraram dois insumos que substituem a clorofilina de uma forma mais barata e fácil de ser produzida.
O primeiro a ser testado foi o acido acético (vinagre), que foi descartado pelo risco de ter consequências no cultivo das plantações onde for aplicado.
“Não queremos correr o risco de usar o insumo e a banana da região deixar de ser a mais doce do mundo”, destaca.
Por isso foi testado um terceiro insumo, que devido aos contratos próximos de serem fechados, só será divulgado em maio. “Ele é um elemento bem comum e deixará a solução mais caseira”, confessa.
Ele destaca que, de primeira mão, o consórcio vai fazer uma produção para distribuir aos municípios e depois terá uma equipe para capacitar os agricultores, prefeituras e médicos a produzir esse insumo.

Fenísio ressalta que as pesquisas não param e estão em constante adaptação | Foto Eduardo Montecino/OCP News
Simultaneamente à montagem do laboratório, a equipe liderada pelo biólogo e pesquisador joinvilense, Luiz Américo de Souza, está montando armadilhas que serão colocadas em todos municípios participantes do Cigamvali.
“A ideia é procurar as áreas mais afetadas para os períodos de testes. Só teremos os primeiros resultados na primavera-verão de 2019”, destaca Pires Júnior.
Equipe de peso
Os quatro profissionais que estarão atuando no laboratório tem um currículo de peso.
O mais conhecido é o Américo, que em maio vai apresentar o doutorado de pesquisa sobre o maruim, onde ele descobriu o defensivo agrícola que agirá diretamente sobre os insetos e sua reprodução.
O alemão Sebastian Strauch é o único estrangeiro que vai trabalhar no laboratório. Os outros dois chegaram a estudar um tempo na Alemanha – o paulista Lineu Del Ciampo e o joinvilense Gilmar Erzinger.
Fenísio explica que atualmente está sendo feita a compra dos equipamentos e a reforma do local onde ficará o laboratório, em espaço anexo à Secretaria de Desenvolvimento Rural e Abastecimento de Jaraguá do Sul.
Luís Alves perto de entrar no Consórcio
Luís Alves está muito próximo de fechar acordo com o Cigamvali e se juntar as outras sete cidades no combate ao maruim.
Segundo Fenísio, o município decidiu entrar no dia 15 de abril e agora só espera a aprovação na Câmara de Vereadores de Luís Alves.
A chegada de Luís Alves no grupo, tende aumentar um pouco os recursos destinados ao combate ao maruim, já que as prefeituras das outras cidades aprovaram para 2019, de forma consorciada, o orçamento de R$ 423,4 mil, que será utilizado para a montagem do laboratório e compra de materiais para os primeiros experimentos.
“O valor é divido em rateio pela população existente em cada município, por isso Luis deve ficar com uma quantia menor que a maioria”, destaca.
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