Pesquisadores descobrem que estímulos cerebrais podem identificar sintomas precoces do Alzheimer

Foto: Pixabay

Por: Isabelle Stringari Ribeiro

17/02/2024 - 13:02 - Atualizada em: 17/02/2024 - 13:46

Um estudo realizado por pesquisadores israelenses revelou que estímulos cerebrais podem identificar sintomas de demência causada pelo Alzheimer até 20 anos antes de se manifestarem. A pesquisa identificou uma atividade anormal no hipocampo, área do cérebro responsável pela memória e aprendizado, durante o sono e estados de anestesia.

Essa intensificação da atividade está associada ao Alzheimer e ocorre antes dos sintomas se tornarem evidentes. Concentrando-se em um pequeno núcleo no tálamo, responsável pela regulação do sono, os pesquisadores conseguiram suprimir essa atividade anormal e prevenir a deterioração da memória.

O estudante de doutorado Shiri Shoob, líder do estudo, afirmou que as mudanças fisiológicas no cérebro começam a ocorrer de 10 a 20 anos antes dos sintomas característicos da doença.

Possibilidade de tratamento precoce

Os testes mostraram que a estimulação cerebral ajudou os animais a não perderem a memória quando os sintomas do Alzheimer começaram a aparecer. Isso sugere que a estimulação pode ser uma forma eficaz de tratar a doença logo no início.

Shoob também destacou que as mudanças no cérebro que levam ao Alzheimer acontecem antes dos sintomas surgirem, o que sugere que o cérebro possui mecanismos de proteção, embora limitados.

Regulação da atividade cerebral

A professora Inna Slutsky ressaltou como a Estimulação Cerebral Profunda (ECP) pode ser útil para controlar convulsões durante a anestesia e evitar a perda de memória que pode ocorrer posteriormente. A ECP é um procedimento cirúrgico usado para tratar problemas neurológicos, onde eletrodos são implantados no cérebro e conectados a um dispositivo que emite impulsos elétricos. Esses impulsos ajudam a regular a atividade cerebral anormal, aliviando os sintomas.

*Com informações do Site Só Notícia Boa