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Morte de macacos no Rio Cerro II deixa Zoonoses de Jaraguá do Sul em alerta

Foto Prefeitura de Jaraguá do Sul

Por: Elissandro Sutil

04/04/2019 - 14:04 - Atualizada em: 04/04/2019 - 14:33

A Secretaria de Saúde de Jaraguá do Sul registrou desde o início do mês de março quatro casos de macacos doentes na região do Rio Cerro II.

Três morreram e um permanece em recuperação na Fujama. Eles apresentavam sinais de fraqueza e se locomoviam com dificuldade nas matas da região.

O último macaco foi morto por um cachorro em uma propriedade na Tifa Aurora, no último domingo (31).

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Segundo o médico veterinário José Edson Rodrigues, da equipe de Zoonoses, no exame pós-morte preliminar não houve sinal que indicasse febre amarela como, por exemplo, edema no fígado, mas materiais foram enviados para laboratório e o resultado deve chegar em 15 dias.

O resultado do exame de sangue de outro macaco, recolhido na região do Rio Cerro II, deve chegar em breve, para comprovar se aquele primata tinha febre amarela ou não.

Na manhã de quarta-feira (3), o veterinário José Edson e a agente de endemias Edilene Sauer visitaram residências próximas às matas onde os macacos doentes foram encontrados.

Na casa de Saulo Ribeiro Melo, o veterinário e a agente falaram sobre o registro de macacos doentes na região e sobre a necessidade do morador e sua família se protegerem contra a febre amarela.

Melo não tinha certeza se todos os membros da família haviam tomado a vacina e se comprometeu a ir ao posto de saúde do Rio Cerro II para verificar a carteira de vacina.

Macacos não transmitem febre amarela

O óbito de macacos em determinada área é um dos principais indícios de circulação do vírus em matas, servindo como um alerta para as autoridades de saúde adotarem medidas de prevenção, com a vacinação dos moradores da região. Os macacos são como sentinelas para o sistema de vigilância em saúde. A única forma de transmissão do vírus é pela picada de mosquitos – não há transmissão diretamente a partir dos macacos.

Orientação

Caso você more em região próxima de mata e perceba algum macaco com sinais de fraqueza ou se movimentando com dificuldade, avise a Vigilância Epidemiológica de Jaraguá do Sul, pelo telefone (47) 2106-8300.

 

Com informações da assessoria de imprensa

 

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Elissandro Sutil

Jornalista e redator no OCP