Massarandubense é selecionada para treinamento em estação de pesquisa sobre Marte

Foto: Arquivo Pessoal

Por: Isabelle Stringari Ribeiro

20/06/2023 - 07:06 - Atualizada em: 20/06/2023 - 10:26

A masssarandubense Amanda Cristina Borchardt, estudante de Engenharia Agronômica na Unimar, em Marília (SP), foi selecionada para representar o município no projeto Habitat Marte no sertão do Rio Grande do Norte, em julho. O projeto é em parceria com a Agência Espacial Brasileira.

Inspirada na estação espacial norte-americana Mars Desert Research Station (MDRS), coordenada pela Mars Society, a Habitat Marte possui todas as instalações necessárias para ser ocupada durante um tempo. Nela podem ser simulados estudos em laboratório sobre o solo, o clima e a atmosfera marciana.

Foto: Arquivo Pessoal Amanda

No local também são realizadas simulações de expedições ao planeta vermelho, ajudando na formação de astronautas para um habitat autossustentável, com ênfase no uso de energia solar, reaproveitamento de água e produção de alimentos em ambiente controlado.

“Recentemente, vi um post da Agência Espacial Brasileira sobre o projeto e decidi me inscrever. Vi nessa oportunidade uma chance de adquirir aprendizado e conhecimento. Ter a experiência de vivenciar o papel de uma astronauta análoga e aprender sobre o cultivo de vegetais em ambientes extremos é algo que me entusiasma muito. Estou extremamente ansiosa para embarcar nesse projeto”, conta Amanda.

Foto: Arquivo Pessoal Amanda

“Tenho contato com a agricultura desde pequena e acompanho minha família desde o plantio até a realização de uma boa safra, proporcionando alimentos de qualidade para a mesa de milhares de pessoas. Esse envolvimento me despertou um grande interesse por essa área. Além disso, gosto muito de astronomia e aviação”, conta Amanda que é filha e neta de produtores rurais de Massaranduba.

Foto: Arquivo Pessoal

Projeto Habitat Marte

O projeto Habitat Marte é a única estação análoga de Marte em funcionamento no hemisfério Sul. Foi fundado em 2016 pelo professor Júlio Rezende, da Universidade do Rio Grande do Norte.

A primeira missão ocorreu em dezembro de 2017, e desde então o habitat tem recebido participantes de mais de 10 países, interessados em aproveitar suas formações e experiências.

Uma das pesquisas desenvolvidas no Habitat Marte está sendo realizada no solo do vulcão extinto Pico do Cabugi, localizado em Angicos (RN). Ali, pesquisadores do projeto identificaram características similares às encontradas no solo marciano. O cultivo de plantas no local já foi iniciado em janeiro deste ano e pode revelar descobertas importantes.

Um dos aspectos mais significativos da estação espacial brasileira, segundo Julio Rezende, é o fato de que o Habitat Marte está disponível para ser utilizado por cientistas, pesquisadores, professores ou estudantes de qualquer área do conhecimento, já que o desafio humano, durante o futuro processo de colonização do planeta vermelho, exigirá o domínio de informações em todas as áreas do conhecimento.

Foto: Habitat Marte/ Divulgação

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