Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Mais de 200 pessoas em situação de rua foram encaminhadas para emprego em Florianópolis

Participantes foram selecionados na própria Passarela da Cidadania | Foto Leonardo Sousa/PMF

Por: Ewaldo Willerding Neto

26/08/2026 - 16:08 - Atualizada em: 26/08/2026 - 16:15

Com foco no resgate de uma vida com mais dignidade e na construção da autonomia para a saída dos serviços de acolhimento, a Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, vem fortalecendo ações que ajudam pessoas em situação de rua a reorganizar a vida e conquistar a própria moradia. Nesse processo, o acesso ao trabalho e à renda é um dos principais caminhos, aliado ao acompanhamento das equipes e ao apoio na busca por alternativas.

 

Somente neste ano, 213 pessoas acolhidas na Passarela da Cidadania, localizado na Passarela Nego Quirido, foram encaminhadas para oportunidades de trabalho por meio da Central de Trabalho e Oportunidades. A iniciativa aproxima os usuários das vagas disponíveis no mercado, por meio de 29 empresas parceiras, e amplia as possibilidades de geração de renda, criando condições para que possam avançar no processo de saída dos serviços de acolhimento.

Clique e assine o Jornal O Correio do Povo!

Para a secretária municipal de Assistência Social, Zena Becker, o acesso ao trabalho pode representar um passo importante nesse processo. “Com a conquista de uma renda, algumas pessoas conseguem assumir despesas como o aluguel e avançar para uma moradia própria. Neste ano, 21 pessoas já deixaram os serviços de acolhimento e passaram a morar por conta própria.”, afirma.

A saída do acolhimento, no entanto, não significa o rompimento com a rede de assistência. Durante o período de adaptação, os usuários podem continuar utilizando serviços disponíveis nos abrigos, como alimentação e lavanderia. Esse suporte é importante nos primeiros meses, quando ainda estão se organizando financeiramente e estruturando a nova residência.

Além disso, o acompanhamento das equipes multiprofissionais pode continuar, conforme a necessidade de cada pessoa. Assistentes sociais e psicólogos oferecem orientação durante a adaptação e, quando necessário, articulam o atendimento com outros serviços da rede, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).

“O acolhimento deve ser um período de proteção e reconstrução, e não uma condição permanente. Nós trabalhamos para criar condições para que cada pessoa possa avançar, dentro das suas possibilidades, em direção à autonomia. A saída do acolhimento representa uma conquista, mas o suporte da rede continua disponível durante essa transição, sempre que necessário”, finaliza a secretária municipal de Assistência Social, Zena Becker.

 

Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Ewaldo Willerding Neto

Jornalista formado pela UFSC com 30 anos de atuação.