Você sabe que já usei aqui incontáveis vezes aquela frase milenar que diz: – “Fala, se queres que te conheça”! Falando, queiramos ou não, deixamos cair as nossas máscaras, aliás, os delegados de política sabem bem disso. A psicanálise se alicerça também sobre esse – Fala, se queres que te conheça! Nessa questão há duas coisas, muitas vezes falamos intencionalmente sobre o que queremos falar e em outros momentos falamos por descuidos. De um modo ou de outro, nos revelamos. E estou nessa prosa em razão dos encontros sociais de que participamos. Dia destes, estava num encontro de amigos, famílias, mesa cheia, música num canto, uma noite agradável, porém… Vou dar um exemplo de algo que revela a pessoa. A conversa rolava sobre de tudo um pouco, lá pelas tantas, uma das mulheres do grupo disse sem cerimônia que o marido dela só dorme com cueca vermelha. É uma mania dele. Alguns sorriram, a coisa ficou na brincadeira, mas não para mim… Pessoas levianas levam esses assuntos para a mesa, brincadeiras, ignorância ou revelações constrangem pessoas e passam uma idéia bem diferente do que até então pensávamos daquele sujeito, o das cuecas vermelhas. Será que alguém não tem um “semancol” na cabeça pra saber sobre o que se pode falar ou calar? Será que essa pessoa, a “delatora”, quis ser engraçadinha ou quis, inconscientemente, constranger o marido? Dei um exemplinho de coisas que não devem ser ditas em encontros sociais. Nesses encontros, que muitas vezes têm pouco de social, o melhor é falar sobre amenidades, sem nomes, endereços ou telefones… Outro, lá em outro canto, diz que quando está muito frio enforcam o banho lá em casa. Brincadeira? Pois é, mas “brincando” o diabo empurrou a mãe de cima da ponte… E se engana quem pensar que estes procedimentos sociais devem ser evitados só diante de estranhos, nada disso. Mais que tudo, diante dos parentes, dos mais chegados. Sob hipótese nenhuma contarmos de questões nossas, de família, para quem quer que seja. Quem de nós não tem manias? Quem de nós não se comporta como criança em muitos momentos em casa, com a família? Sair por aí contando de questões nossas, íntimas, é leviandade que vai produzir arrependimentos sérios. A língua deve ficar mais do que nunca vigiada, “algemada” quando estamos diante de certos familiares ou “amigos”…
ELAS
O tempo passa e… Ontem, reencontrei nos meus arquivos um comercial de 23 anos de uma famosa joalheria brasileira, publicidade de página dupla numa revista. Foto de uma bela mulher com o braço estendido e lindas jóias.. No texto, lia-se: “Vestibular, Faculdade, Pós-graduação, Mestrado, MBA, Especialização nos Estados Unidos, Doutorado, Especialização em Londres… Melhor proposta: casamento.” Quer dizer, para a mulher não importam suas qualificações, o que vale é casar? Mudou? Elas que respondam…
IMPLÁCAVEIS
Implacáveis são os meus arquivos, recortes de jornal desde… Desde quase os tempos de Adão. Folha de São Paulo, março de 2025, manchete: – “Maioria das mulheres quer nome do noivo”. Não é lei, mas elas adotam o sobrenome do marido, um tipo de carimbo de posse. E na reportagem, um “pastor” dizendo que o sobrenome dos maridos adotado pelas mulheres preserva o que se convencionou chamar de “família”. Diz isso na salinha dos fundos, pastor, diz…
FALTA DIZER
No livro “A Moeda Secreta do Amor: a verdade descarada sobre mulheres”, a autora – Hilary Black, americana – conta que “muitas mulheres descaradamente dizem que sonham em ser resgatadas por um milionário e nunca mais precisar trabalhar”. E agora, gurias, verdade?