Levantamento aponta que residências são os principais focos do mosquito Aedes aegypti em Joinville

Foto: Reprodução/Ministério da Saúde

Por: Thomas Madrigano

17/01/2023 - 14:01 - Atualizada em: 17/01/2023 - 14:52

A Prefeitura de Joinville, por meio da Secretaria da Saúde (SES), divulgou o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (Liraa). O estudo é feito duas vezes ao ano e enviado para o Ministério da Saúde.

Nesta edição, foram realizadas 5.796 inspeções em imóveis e identificados 164 focos do mosquito Aedes aegypti. Com isso, a cidade foi classificada com grau de risco médio para a transmissão da dengue, chikungunya e zika vírus.

 

 

Assim como no levantamento anterior, as residências são o principal foco do mosquito Aedes aegypti, representando 66% dos locais verificados.

“Por isso é muito importante a participação das pessoas no sentido de olhar para o seu quintal, verificar se existe algum possível foco, algum depósito de água parada que possa servir de criadouro para o mosquito e ajudando a disseminar ainda mais essa doença tão problemática para a cidade”, alerta o secretário da Saúde de Joinville, Andrei Kolaceke.

De acordo com Kolaceke, os resultados obtidos pelo Liraa indicam a probabilidade de uma nova epidemia neste ano, já que toda a cidade está infestada pelo mosquito. Ele explica que Joinville possui como característica uma distribuição heterogênea da dengue.

“Em 2020, a dengue prevaleceu na região Leste de Joinville. Em 2021, o grande número registrado foi na zona Sul. Já em 2022, o número de casos se concentrou no bairro Costa e Silva, na região Norte. Ou seja, o mosquito já colonizou a cidade e não é possível dizer que existem regiões livres da doença”, afirma o secretário.

Prevenção é o melhor combate

Em 2022, Joinville teve 21.304 casos de dengue e 19 óbitos. Diante de um possível novo aumento no número de casos, a Secretaria da Saúde reitera a importância da eliminação de focos para evitar a proliferação do Aedes aegipty.

Para este ano, a Secretaria de Saúde destaca como novidade no enfrentamento à dengue, o acompanhamento dos pacientes já diagnosticados com a doença, especialmente em possíveis casos de agravamento, até que ele esteja efetivamente recuperado.

“Paralelamente, vamos reforçar a importância da hidratação. É fundamental que o paciente se mantenha hidratado, pois é isso que efetivamente impede o agravamento da doença”, completa o secretário.

Além disso, a Secretaria da Saúde vem desempenhando diversas ações de combate e eliminação de focos. Entre elas, está o uso de 897 estações disseminadoras de larvicida que estão atualmente espalhadas pela cidade. Com essa tecnologia, o próprio mosquito dissemina o veneno nos criadouros naturais, matando as larvas e impedindo a proliferação do mosquito.

Com o mesmo objetivo, a SES atua realizando a eliminação mecânica de focos, com a remoção de depósito de água parada em terrenos baldios e imóveis públicos.

Ainda assim, a população possui papel fundamental na prevenção à dengue: “As condições de limpeza, a redução de resíduos sólidos e o recolhimento de lixo também interferem na proliferação do Aedes aegypti, da mesma forma como a eliminação de qualquer recipiente que possa acumular água. Pedimos que todos colaborem porque assim é possível proteger a própria saúde, da família e da sociedade em geral”.