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Inteligência artificial transforma a gestão das empresas

Imagem gerada por IA

Por: OCP News Jaraguá do Sul

07/08/2026 - 15:08 - Atualizada em: 07/08/2026 - 15:48

A inteligência artificial já deixou de ser uma tendência distante para ocupar espaço cada vez maior na gestão empresarial. Durante um podcast promovido pela UniSociesc a professora Priscila recebeu Reiner Modro, da Modro Consultoria Empresarial, e o engenheiro e especialista em inteligência artificial Lucas Lourenço para uma conversa sobre os impactos da tecnologia na indústria, na gestão, no desenvolvimento das pessoas e na competitividade das organizações.

Entre os principais pontos debatidos está a ideia de que a IA veio para ficar e deverá provocar mudanças importantes na forma como as empresas tomam decisões, se relacionam com clientes, administram equipes, pesquisam mercados, desenvolvem produtos, planejam a produção e automatizam processos. Na Modro Consultoria, a tecnologia já é utilizada em áreas como previsibilidade de vendas, pesquisa de potencial de mercado, análise de competitividade, planejamento estratégico, simulação de resultados e desenvolvimento de pessoas.

Mais do que simplesmente acelerar tarefas, a inteligência artificial pode assumir atividades repetitivas e permitir que os profissionais dediquem mais tempo à análise, à estratégia, à solução de problemas e à tomada de decisões. Isso, porém, não diminui a importância das pessoas. Pelo contrário: exige profissionais mais críticos, qualificados e capazes de interpretar corretamente as informações produzidas pelas ferramentas.

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O papel dos gestores e das empresas

A função do gestor também tende a mudar. Em vez de concentrar esforços apenas na execução operacional, será necessário analisar cenários, interpretar indicadores, identificar riscos, avaliar alternativas, orientar equipes e acompanhar resultados. A tecnologia pode indicar caminhos, mas a responsabilidade pelas decisões continua sendo humana.

Outro alerta levantado durante a conversa é que não basta adquirir uma ferramenta de IA e esperar resultados imediatos. Antes da automação, as empresas precisam organizar processos, estabelecer regras claras e estruturar informações confiáveis. Questões como formação de preços, produtividade, metas, indicadores, dimensionamento de equipes e etapas dos processos precisam estar bem definidas. Caso contrário, existe o risco de automatizar um processo desorganizado e apenas acelerar erros que já existiam.

A tecnologia também está ao alcance das pequenas empresas. Entre as possibilidades estão pesquisas de mercado, análise de concorrentes e preços, identificação de clientes, planejamento do fluxo de caixa, organização de processos, definição de metas, criação de materiais comerciais e treinamento de equipes. O diferencial está em utilizar a ferramenta com método, conhecimento e objetivos bem definidos.

Outro aspecto discutido é a possibilidade de aumentar a lucratividade sem depender exclusivamente do crescimento das vendas. Com melhores modelos gerenciais e apoio da IA, empresas podem simular ganhos a partir do aumento da produtividade, redução de custos e perdas, melhoria da qualidade, diminuição de retrabalhos, revisão do mix de produtos, ajustes na precificação, redução de estoques e melhor utilização do capital de giro.

Pessoas continuam no centro das decisões

A qualificação profissional aparece como um fator decisivo nesse processo. Saber utilizar inteligência artificial envolve compreender o que perguntar, quais informações fornecer, como avaliar as respostas e quando aceitar ou rejeitar uma recomendação. A tecnologia não elimina a necessidade de estudo, conhecimento técnico, especialização e experiência.

Projetos de IA também precisam apresentar resultados mensuráveis. Antes da implantação, as empresas devem saber qual problema pretendem resolver, quanto será investido, qual ganho de tempo ou redução de custos é esperada e quais indicadores serão utilizados para avaliar o retorno sobre o investimento.

A conclusão é que a empresa mais competitiva do futuro não será necessariamente aquela que possuir as ferramentas mais avançadas, mas a que conseguir integrar dados, conhecimento, processos e pessoas. Com a tecnologia cada vez mais acessível, o diferencial deverá estar na capacidade de aprender continuamente, transformar informação em decisão e converter decisões em resultados.

Confira o podcast completo aqui:

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OCP News Jaraguá do Sul

Publicação da Rede OCP de Comunicação