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Hospital São Sebastião se manifesta sobre morte de paciente de Guaramirim

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por: Gabriel JR

13/02/2026 - 07:02 - Atualizada em: 13/02/2026 - 07:52

O Hospital São Sebastião, em Papanduva, no Planalto Norte de SC, divulgou nota oficial a respeito da morte da guaramirense Crislaine Liliane Padilha, de 29 anos, ocorrida após período de internação na unidade. A instituição manifestou pesar e detalhou os procedimentos adotados durante o atendimento.

A instituição destacou que Crislaine foi “regularmente admitida na instituição para acompanhamento e tratamento em saúde mental, recebendo assistência compatível com seu quadro clínico”. O hospital ressaltou ainda que é “referência regional há muitos anos na área de psiquiatria”, dispondo de “estrutura própria e protocolos específicos para atendimento psiquiátrico”, com observância às diretrizes técnicas e normativas aplicáveis.

Segundo a nota, a unidade conta com “equipe multidisciplinar completa, composta por médicos psiquiatras, equipe de enfermagem especializada, psicólogos e demais profissionais de saúde”, garantindo “acompanhamento integral, monitoramento contínuo e assistência compatível com as necessidades clínicas de cada paciente”.

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O hospital também informou que, “durante todo o período de internação, foram adotadas as condutas médicas indicadas, conforme avaliação clínica da equipe responsável, dentro dos padrões assistenciais exigidos para estabelecimentos hospitalares dessa natureza”.

Sobre questionamentos relacionados a possíveis procedimentos realizados após o óbito, a instituição explicou que, em casos de morte sob circunstâncias que exigem apuração legal, o corpo é encaminhado aos órgãos competentes para exames periciais obrigatórios.

Nesse contexto, destacou que “os procedimentos de necropsia, exames periciais, biópsias ou quaisquer intervenções técnicas posteriores ao óbito são de atribuição exclusiva do Instituto Geral de Perícias (IGP), por meio do Instituto Médico Legal (IML), não sendo realizados pelo hospital, tampouco estando sob sua gestão ou responsabilidade”.

O Hospital São Sebastião reforçou ainda que “não realiza procedimentos de necropsia ou quaisquer intervenções post mortem que não estejam diretamente relacionadas à assistência prestada em vida e devidamente indicadas pela equipe assistencial”.

Ainda no comunicado, o hospital declarou solidariedade “de forma respeitosa e sincera” aos familiares e amigos da paciente.

Ao final, a instituição disse que permanece “à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários”, reiterando compromisso com “a ética, a transparência e a qualidade do atendimento prestado à população”.

 

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Família pede esclarecimentos sobre circunstâncias da morte

A família de Crislaine Liliane Padilha cobra esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte da jovem, ocorrida após transferência hospitalar.

Em entrevista, a irmã, Jéssica Amanda Padilha, relatou que Crislaine estava internada no Hospital São José, de Jaraguá do Sul, e foi posteriormente transferida para o Hospital São Sebastião, em Papanduva. Segundo ela, a unidade não seria especializada em atendimento psiquiátrico.

“Ela foi encaminhada para um hospital comum, não era uma clínica psiquiátrica. Disseram que estava lá para cuidados, mas entendemos que não recebeu a assistência que deveria”, afirmou Jéssica.

De acordo com a familiar, a família foi comunicada de que a morte teria ocorrido na noite de terça-feira (10), sendo inicialmente registrada como suicídio.

Contudo, ao chegar o corpo em Guaramirim, surgiram questionamentos. Conforme o relato, durante a preparação para o velório, o profissional responsável teria perguntado se Crislaine estaria grávida devido a um corte na parte inferior do abdômen, coberto por curativo. “Nós informamos que não. Ela também não era doadora de órgãos”, declarou.

A família afirma que não autorizou qualquer procedimento relacionado à doação de órgãos. “Ela tem um corte profundo na barriga e outras marcas pelo corpo. A gente não sabe o que aconteceu e não recebeu explicações”, relatou a irmã.

Segundo Jéssica, os familiares procuraram orientações junto às polícias Militar e Civil, mas foram informados de que o caso estaria vinculado ao Instituto Geral de Perícias (IGP) da região onde ocorreu o óbito. “Disseram que houve avaliação de médico legista, mas nós não tivemos esclarecimentos detalhados. Estamos sem saber o que fazer”, afirmou.

Diante das dúvidas e das marcas observadas no corpo, a família solicita investigação e esclarecimentos oficiais sobre os fatos ocorridos durante o período de internação.

O velório foi realizado em Guaramirim, e o sepultamento ocorreu na quinta-feira (12), às 10h. Natural de São Bento do Sul, Crislaine morava havia sete anos em Guaramirim. Ela era mãe de dois filhos, estava solteira e, conforme a família, realizava tratamento para depressão.

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Gabriel JR

Repórter e radialista com 15 anos de experiência na área de comunicação