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Hospital São José avança no tratamento do câncer com equipamento de radioterapia de última geração

Foto: Gabriel Jr/OCP News

Por: Elisângela Pezzutti

18/04/2025 - 06:04

O Hospital São José, em Jaraguá do Sul, implantou um novo equipamento de radioterapia de última geração, ampliando a precisão dos tratamentos, reduzindo efeitos colaterais e agilizando o atendimento na oncologia.

A área de oncologia, iniciada em 2008, só foi possível graças à doação do empresário Gerd Edgard Baumer, que financiou o primeiro equipamento e toda a estrutura inicial. Agora, a atualização tecnológica foi viabilizada com a generosa contribuição, no valor de R$ 3 milhões, da família Janssen — Solange e Walter Janssen, junto das filhas Renata e Paula — e com recursos do Ministério da Saúde – o custo total do equipamento é de aproximadamente R$ 12 milhões -, garantindo a implantação de técnicas mais avançadas.

“Essa doação reforça nosso compromisso com a saúde e com a comunidade. Acreditamos que o acesso a um tratamento oncológico de qualidade pode transformar trajetórias e contribuir para um sistema mais preparado para cuidar das pessoas nos momentos em que elas mais precisam”, declara o empresário Walter Janssen Neto.

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O novo equipamento permite direcionar a radiação diretamente no tumor, preservando tecidos saudáveis e protegendo órgãos como coração, pulmão, cérebro e medula espinhal | Foto: Gabriel Jr/OCP News

Segundo o médico radio-oncologista Leonardo Vieira Poli, a radioterapia evoluiu significativamente nas últimas décadas. “No passado, os tratamentos eram mais agressivos, atingiam áreas maiores do corpo e causavam muitos efeitos colaterais. Hoje, com a evolução tecnológica e o uso de inteligência artificial, conseguimos tratar áreas menores com mais precisão e maior chance de cura”, destaca.

O novo equipamento permite direcionar a radiação diretamente no tumor, preservando tecidos saudáveis e protegendo órgãos como coração, pulmão, cérebro e medula espinhal, além de utilizar imagens em tempo real para garantir exatidão em cada sessão.

O médico radio-oncologista, Leonardo Vieira Poli, explica que a evolução tecnológica e o uso de inteligência artificial possibilitam tratar áreas menores com mais precisão e maior chance de cura | Foto: Elisângela Pezzutti/OCP News

A tecnologia também trouxe mais agilidade: sessões que levavam até 20 minutos agora duram cerca de 8 minutos, e o tempo total de tratamento pode cair de cinco semanas para até três — ou até cinco dias em casos específicos. “Isso permite tratar mais pacientes em menos tempo e reduzir filas. Onde antes tratávamos um paciente em um mês, hoje conseguimos tratar até quatro no mesmo período”, afirma Poli.

Com capacidade para mais de 100 pacientes por dia, o equipamento atende toda a região, alcançando cerca de 1 milhão de habitantes. Outro diferencial é o acesso pelo SUS, que também oferece essa tecnologia aos pacientes.

“Em uma instituição filantrópica como a nossa, todos os pacientes se beneficiam. E isso é um diferencial no Brasil, porque poucos serviços oferecem esse nível de tecnologia para o SUS”, ressalta.

“O câncer tem se tornado uma doença cada vez mais tratável. Com essas tecnologias, conseguimos controlar melhor a doença e aumentar a sobrevida dos pacientes”, conclui.

Legado de participação comunitária

“O hospital existe para atender a comunidade. Ele nasceu de uma necessidade de atender as pessoas e continua existindo com esse mesmo propósito e mesmo espírito de participação, com a premissa fundamental do equilíbrio das contas, salvaguardando a perenidade da instituição”, afirma o diretor-geral, Maurício Souto-Maior. “Essa contribuição dá continuidade ao legado de participação da comunidade de Jaraguá do Sul em prol das pessoas atendidas aqui no hospital”, acrescenta.

O diretor-geral do Hospital São José, Maurício Souto-Maior, ressalta que o envolvimento, generosidade e compromisso coletivo são fundamentais para o bom funcionamento dos serviços de saúde | Foto: Gabriel Jr/OCP News

Souto-Maior destaca, ainda, que o hospital é uma empresa que presta serviço para quem não gostaria de estar ali naquele momento. “Ninguém vem ao hospital por vontade, mas quando precisa, precisa de qualidade. E isso não tem preço, mas tem custo. Portanto, a busca de equilíbrio nas contas é essencial”, ressalta Maurício. “O nosso propósito é cuidar das pessoas. E isso só é possível quando existe envolvimento, generosidade e compromisso coletivo”, conclui.

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Elisângela Pezzutti

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Atua na área jornalística há mais de 25 anos, com experiência em reportagem, assessoria de imprensa e edição de textos.