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Há 40 anos, as mãos habilidosas de dona Ana dão forma ao tradicional strudel

Por: OCP News Jaraguá do Sul

16/05/2017 - 11:05 - Atualizada em: 17/05/2017 - 09:57

Por Heloísa Jahn | Fotos: Edu Montecino

Se existe um prato que remete a boas lembranças para a dona de casa Ana Lennert Maas, 67 anos, certamente é o strudel. Com a mãe, ainda na adolescência, ela aprendeu a receita que até hoje segue à risca e arranca elogios de quem prova. Não é por menos, há 40 anos ela dedica parte de seu tempo na produção da iguaria e sabe como ninguém os segredos que tornam o prato uma delícia.

“Não é um processo fácil, mas hoje em dia eu faço brincando. Isso aqui para mim é uma felicidade”, comenta com a mão na massa. A aptidão de Ana torna o preparo ágil. Em cinco minutos ela abre a massa – misturada com antecedência e com o devido descanso para crescer –, a deixa lisinha sobre a mesa e cobre de recheio. “Tem que caprichar no recheio porque é assim que eu gosto. Sempre falo: eu não vendo aquilo que eu não comeria. Então, só faço coisas boas”, diz sorrindo.

strudel da tia
A paixão por cozinhar, transmitida pela mãe e pela avó, foi aos poucos ganhando espaço na vida da jaraguaense. Acostumada a preparar para os familiares, ela viu a fama do strudel correr a cidade quando participou da Schützenfest. “Por 14 anos eu trabalhei na festa fazendo strudel e servindo café colonial. Lá as pessoas olhavam eu preparando, provaram, gostaram e começaram a perguntar se eu vendia”, conta.

Strudel da D Ana - em (15)

TUDO PELO SABOR

Até hoje dona Ana mantém muitas amizades que fez na Festa dos Atiradores e recebe encomendas de clientes que não abrem mão de saborear o prato feito por ela. “O que eu priorizo é a qualidade. Quem come meu strudel sabe que é bem feito. Primeiro de tudo é feito com amor e também uso só ingredientes bons”, diz.
Segundo a cozinheira, um dos principais pontos para garantir o sabor do strudel é o queijinho, um dos recheios clássicos.

“Há mais de 30 anos compro queijinho da mesma pessoa, lá do Garibaldi. Sou bem rigorosa na escolha, mas é assim que tem que ser para manter a qualidade”, enfatiza. Mas dona Ana também faz o strudel com outros sabores, como amendoim, maçã e chocolate. “Mas os tradicionais mesmo são o de queijo e o de maçã. Esses que aprendi com minha mãe e sei de cor a receita. Não mudo nadinha, cada peça dá um quilo e meio”, comenta.

Strudel da D Ana - em (16)

Com o mesmo fornecedor de queijinho há 30 anos, dona Ana ressalta a importância dos ingredientes no preparo

Ana se gaba ao falar que o quitute já viajou de sua cozinha para cidades de São Paulo e Ceará e até para a Argentina. “As pessoas que moram aqui e têm parente fora encomendam, porque querem mostrar qual é o autêntico strudel”, reforça.

Em ritmo menos acelerado para manter os cuidados com a saúde, Ana diminuiu a produção e prepara a sobremesa apenas para atender encomendas. Orgulhosa, lembra que sua habilidade também rendeu título de Melhor Strudel e de rainha da Festa Catarinense do Strudel em 2008, oportunidade em que ganhou o selo “The Best” strudel caseiro na categoria doceria húngara. Além de garantir sua habilidade, Ana defende o prato: “Falam que fazer strudel é ruim, mas é ruim só para quem não sabe fazer”, garante.

Strudel da D Ana - em (17)

 

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OCP News Jaraguá do Sul

Publicação da Rede OCP de Comunicação