A decisão do Ministério da Pesca, que termina com a pesca de arrasto de tainha no litoral catarinense, anunciada neste domingo (7), provocou reação do governo do estado, que pretende recorrer à Justiça contra a medida. A alegação é que a cota de 90% de captura já foi atingida, que era de mil trezentas e trinta e duas toneladas.
O governador Jorginho Mello autorizou o Governo de Santa Catarina a entrar na Justiça em “defesa dos pescadores artesanais catarinenses”.
A pesca da tainha em Santa Catarina este ano durou apenas 38 dias e a medida do governo federal provocou reações.
Em Florianópolis, a prefeitura, por meio da subsecretaria de Pesca, Maricultura e Desenvolvimento Agroalimentar, manifestou preocupação e repúdio ao encerramento da captura do pescado.
Com a decisão, os pescadores que ainda estão pescando na modalidade têm até 24 horas para descarregar as embarcações.
Conforme a prefeitura, a pesca artesanal da tainha, além da tradição cultural, é responsável por movimentar a economia local, gerar renda para cerca de 5 mil famílias e preservar costumes que atravessam gerações.
Em Bombinhas, líderes de ranchos de pesca e secretários municipais de Pesca da região da Amfri estarão reunidos na manhã desta segunda-feira para discutir o impacto da medida e devem divulgar uma carta de apelo ao presidente Lula, pedindo a revogação da medida.