Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Em quatro anos, Florianópolis limpou 828 km de cursos hídricos

Foto: Divulgação/PMF

Por: Ewaldo Willerding Neto

11/05/2026 - 15:05

A Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e com apoio da Subsecretaria de Saneamento Básico, acumula desde 2022 mais de 828 quilômetros de cursos hídricos limpos na capital catarinense. O número reúne quatro anos consecutivos de trabalho diário de limpeza de rios, córregos, canais e valas em todos os bairros da cidade.

O trabalho de limpeza hidrográfica envolve a retirada de resíduos sólidos, vegetação excessiva e areia acumulada no leito dos cursos d’água, com uso de máquinas ou de forma manual, conforme as condições de cada ponto. A programação segue um cronograma contínuo: ao final de cada mês, após o fechamento do relatório com a extensão total limpa e os pontos atendidos, é elaborado o planejamento do mês seguinte, garantindo atuação diária em diferentes regiões da cidade.

“Esta é uma ação estrutural que garante maior capacidade de vazão e reduz os riscos de alagamentos e enchentes em períodos de chuva intensa. É o serviço que mantém rios, córregos e canais desobstruídos. Esse trabalho evita alagamentos, melhora a qualidade da água e ajuda a preservar o meio ambiente. É uma manutenção feita com máquinas ou de forma manual, dependendo do local”, explica Bruno Vieira Luiz, subsecretário de Saneamento Básico.

Clique e assine o Jornal O Correio do Povo!

Entre os anos com maior volume de intervenções, 2023 registrou o melhor resultado histórico, com 246 km limpos. Em 2025, o programa voltou a superar a marca de 200 km, com 223 km de extensão atendida e 503 cursos hídricos beneficiados. Em 2026, de janeiro a abril, 58 km já foram limpos e mais de 156 cursos hídricos atendidos.

“Esse acumulado de mais de 800 quilômetros em quatro anos mostra o quanto a limpeza hidrográfica se tornou um compromisso da cidade. Assim como avançamos no gerenciamento de resíduos e na valorização das práticas sustentáveis, o saneamento tem sido um pilar estratégico para reduzir riscos à população e garantir maior segurança nas áreas mais suscetíveis a alagamentos”, destaca Alexandre Waltrick, Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

Rio Tavares

Um dos marcos do programa foi a intervenção no canal artificial de drenagem da bacia do Rio Tavares, no sul da Ilha, que não recebia manutenção desde sua criação, em 1985. As obras de limpeza e desobstrução começaram em março de 2023 e foram divididas em cinco etapas, com uso de escavadeira hidráulica sobre pontão flutuante e apoio de equipe em solo. Ao longo dos 2,5 km de extensão, o canal foi ampliado de 2 para 7 metros de largura, e sua profundidade média saltou de 0,50 metros para 3,5 metros, devolvendo a capacidade de drenagem a uma estrutura que já não dava conta do escoamento das chuvas.

“O morador não quer saber de estatística, ele quer saber se a rua vai alagar quando chover. É por isso que mantemos esse trabalho diário em toda a cidade. No Rio Tavares, a diferença ficou clara logo após o desassoreamento. O canal estava há quase quatro décadas sem manutenção e não tinha mais condições de drenar a água da chuva. Os números mostram o esforço, mas o resultado real é a tranquilidade de quem vive nas áreas de risco”, afirma o prefeito Topázio Neto.

Rio do Brás

O Rio do Brás, em Canasvieiras, no Norte da Ilha, passa por um processo de revitalização desde dezembro de 2024, através do desassoreamento, recuperação ambiental das margens e instalação de equipamentos de oxigenação da água. A ação integra um projeto mais amplo de recuperação do corpo hídrico e requalificação do espaço urbano ao seu entorno.

Entre dezembro de 2024 e março de 2025, foram retirados cerca de 5.000 m³ de sedimentos do leito do rio, volume que aumenta diretamente a capacidade de vazão e reduz o risco de alagamentos durante chuvas intensas. Em 22 de março de 2025, foi concluída a instalação de três aeradores no Rio do Brás, com apoio da Casan.

Cada equipamento possui abrangência de 4.500 m² e atua aumentando o contato da água com o ar, o que acelera a eliminação de compostos indesejáveis e eleva os níveis de oxigênio no ambiente aquático, contribuindo para a recuperação do ecossistema. Entre os benefícios previstos com as intervenções estão a redução de alagamentos durante chuvas intensas, devido ao aumento da capacidade do leito do rio, além da recomposição da restinga.

Paralelamente, foram realizadas ações de recuperação das margens com plantio de espécies nativas e vegetação de restinga, fundamentais para o equilíbrio ambiental da região. A última manutenção de limpeza foi realizada no início de maio.

 

Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Ewaldo Willerding Neto

Jornalista formado pela UFSC com 30 anos de atuação.