Em 2024, saúde mental vira pauta obrigatória para empresas

Divulgação/Asq

Por: Pedro Leal

27/02/2024 - 13:02 - Atualizada em: 27/02/2024 - 13:44

A saúde mental está ganhando cada vez mais atenção dentro das empresas brasileiras. Pesquisa da InfoJobs realizada em 2023 com mais de duas mil pessoas, revela que 86% dos entrevistados inclusive mudariam de emprego por saúde mental e mais satisfação no trabalho. Por outro lado, a 13ª Pesquisa de Benefícios Aon, realizada com mais de 800 empresas brasileiras, mostrou que 47% dessas empresas implementaram e devem manter programas e ações de saúde, qualidade de vida e bem-estar em 2024.

“Se as pessoas são o principal ativo das empresas, a saúde emocional delas é algo muito importante para o sucesso dessas empresas. Existem muitas estratégias que podem ser implementadas por organizações de qualquer porte”, diz Paulo Medeiros, coordenador de Operações, da AsQ, especializada em gestão de saúde para empresas.

Na 2Flex, de Duque de Caxias (RJ), a questão entrou na pauta em meados de 2023, quando uma pesquisa de clima apontou que os colaboradores gostariam de ações mais efetivas voltadas à saúde mental, especialmente casos de ansiedade, depressão e estresse. “Entendemos que as pessoas não conseguem ir trabalhar e deixar os seus problemas lá fora. Além disso, existem questões do dia a dia do ambiente de trabalho que, se a gente não souber lidar, impactam na produtividade da empresa”, disse Felipe Torres, Gerente de Recursos Humanos.

Para atender o caso da 2Flex, a AsQ montou um programa de bem-estar que inclui rodas de conversas, dicas de saúde e capacitação de líderes para lidar com situações de estresse e outras patologias. Chamado de “Programa de Saúde Mental”, ele faz uma alegoria com uma árvore.

“Dependendo das respostas nas entrevistas iniciais, a árvore pode estar cheia de frutos ou mais seca. Nosso trabalho é fazer com que a árvore fique mais florida e com muitos frutos”, diz Paulo Medeiros.

A adesão foi alta, com mais da metade dos colaboradores participando das atividades. Segundo Torres, apesar de o programa ainda não ter sido finalizado, já é possível identificar uma melhoria no ambiente de trabalho. “Os gestores ouvem mais e isso já reflete em todos os setores e na convivência mais harmoniosa”, conta o executivo.