Com a chegada do outono, é comum aumentar o número de pessoas com sintomas respiratórios como nariz entupido, espirros, dor de cabeça e congestão nasal. Embora muita gente associe esses quadros apenas à queda da temperatura, o cenário envolve outros fatores importantes.
Segundo o médico otorrinolaringologista Dr. Marcio Freitas, a menor exposição ao sol nessa época do ano pode contribuir para a redução dos níveis de vitamina D, nutriente que tem papel importante no funcionamento do sistema imunológico. Com níveis mais baixos, o organismo pode ficar mais suscetível a infecções respiratórias.
Outro ponto é a mudança de comportamento típica do período. As pessoas tendem a permanecer mais tempo em ambientes fechados, o ar fica mais seco e a circulação de vírus respiratórios aumenta, criando um cenário propício para gripes, resfriados, crises de rinite e episódios de sinusite.
Muitas vezes, esses problemas começam com sintomas simples, como coriza, espirros e congestão nasal. Infecções virais, como gripes e resfriados, costumam melhorar em poucos dias. Já quadros alérgicos, como a rinite, costumam provocar espirros repetidos, coceira no nariz e nos olhos e coriza clara.
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A atenção deve ser maior quando os sintomas persistem por mais tempo ou apresentam características específicas. Dor ou pressão na face, secreção nasal amarelada ou esverdeada, dor de cabeça intensa ou sintomas que duram mais de uma semana podem indicar sinusite e merecem avaliação médica.
Algumas medidas simples ajudam a reduzir crises respiratórias nessa época do ano. Manter ambientes ventilados, controlar poeira e ácaros dentro de casa, manter boa hidratação e garantir exposição regular ao sol, são hábitos que ajudam a fortalecer o sistema imunológico e proteger as vias respiratórias.
Crianças costumam sofrer ainda mais com doenças respiratórias no outono. Isso acontece porque o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento e há maior exposição a vírus em ambientes como escolas e creches.
Outro ponto importante é evitar alguns erros comuns quando surgem os primeiros sintomas. A automedicação inadequada, principalmente com antibióticos sem indicação médica, o uso excessivo de descongestionantes nasais e a falta de cuidados simples, como a lavagem nasal, podem acabar prolongando ou agravando os quadros respiratórios.
Por isso, a chegada do outono exige atenção redobrada aos sinais do organismo. Em muitos casos, medidas simples de prevenção e cuidados iniciais podem evitar que problemas respiratórios comuns evoluam para quadros mais intensos.