Comprei a revista – Luiz Carlos Prates

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Por: Luiz Carlos Prates

26/06/2023 - 08:06 - Atualizada em: 26/06/2023 - 08:27

Gostaria de conhecer alguém que não andasse correndo atrás da felicidade. A proposta não vale para os que estão no “primeiro” dia de casados, nos que acabaram de ganhar na loteria, essas coisas… Esses podem se dizer felizes. Por alguns momentos… Não vou, leitora, falar numa fantasiosa felicidade em linha reta, iniciada e sem fim, nem em filmes se vê isso. Vou arejar a conversa. Acabei de comprar uma edição da revista Veja Saúde. A manchete de capa me cutucou – “A Ciência da Felicidade”. Como eu poderia ir para casa sem comprar a revista? Só não comprei duas porque só tinha uma, a última. Chegando à casa nem o sapato tirei, fui à leitura, afinal, felicidade não se deixa para depois, e muito menos para amanhã. Primeira frase da leitura que me fustigou as retinas: – “Felicidade é algo que não se acha, mas se constrói”. Correto, ou você constrói sua felicidade ou tire seu time de campo. Virei a página e dei de cara com esta outra frase irretocável – “Se tiverem boa saúde, estabilidade financeira e segurança afetiva, os mais velhos podem ser tão felizes quanto os jovens”. Concordo, todavia… Sim, a saúde é o tijolo do alicerce da vida, sem discussão. E o dinheiro, aquele dinheirinho mínimo de que precisamos, é também indispensável, mas até aí nada. O diacho começa com a segurança afetiva. O que é segurança afetiva? Duas possibilidades, a meu juízo: ter uma bela companhia ao lado, mulher ou marido. Nada fácil, e mais ainda nos adiantados da vida. A essa segurança afetiva deve-se acrescentar filhos, netos, parentes de todo tipo e amigos, pessoas que fomos conquistando ao longo do trajeto à velhice. Quantos dos idosos que andam por aí têm essa fartura que os pode levar à felicidade? Muitos podem ter o dinheiro de

que precisam, mas como vão viver sozinhos, já nem digo sem saúde e alguém por perto que possa estender a mão, estender com uma xícara de chá quente? Felicidade, sabemos, são momentos bem passageiros, mas no caso dos idosos a saúde, a tranquilidade financeira e os corações afetivos por perto são mais que mera e barata felicidade, é o paraíso na vida. Raros, infelizmente, vivem ou chegam perto desse paraíso.

LOUCURA

De fato, existe louco pra tudo. Acabei de ver um documentário na televisão sobre um jovem russo, o Nikita. Ele foi por algum tempo coveiro, na cidade de Omsk Oblast. O cemitério, todavia, foi sendo abandonado pelo povo. Nikita não pensou duas vezes, pegou placas com fotos e citações familiares dos túmulos abandonados, levou-as para casa e fez uma galeria de “arte” nas paredes. Hoje ele vive de pintar quadros. Mas as paredes da casa dele, bah, sai pra lá! Há louco pra tudo neste mundo!

CONSELHO

A Organização Mundial da Saúde recomenda a crianças de até dois anos nada de telas de celulares ou parecidos. E dos dois aos cinco anos não mais de duas horas. Mas aí fico pensando, o que uma criança, um bebê de dois ou três anos, faz ou faria com um celular ou um computador ligado? Essas “telas” atrasam o desenvolvimento da fala, a cognição e produzem sedentarismo altamente prejudicial à saúde. E os “paisinhos” não sabem? Ordinários.

FALTA DIZER

E ainda segundo a Organização Mundial da Saúde, dos cinco aos 17 anos, o tempo recomendado diante de telas iluminadas é de, no máximo, duas horas. Vou lá fora gargalhar. Um bobão vai ficar só duas horas no celular? A OMS está pregando no deserto, ouviram, “viciados”?

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.