A cultura açoriana é pilar central da formação da cidade de Florianópolis. Ela está na arquitetura da cidade (especialmente nas igrejas centenárias ou fachadas coloridas), nos restaurantes (com a tainha assada), no folclore, nas tradições e no artesanato. No entanto, como a tendência mundial mostra, a identidade cultural local pode (e deve) andar de mãos dadas com a economia digital.
Hoje, a cidade de Florianópolis é uma das cidades líderes em economia digital no país: 25% do PIB municipal vem do setor tecnológico, uma marca bastante acima da média nacional (entre 6,5% e 7% no Brasil).
Apesar disso, a cultura açoriana e o foco tecnológico da Ilha parecem não ter se misturado até agora. Será que dá para combinar esses dois elementos? A experiência mundial parece indicar que sim, como veremos a seguir!
Cultura e símbolos locais como chamariz na economia digital
Existem muitos exemplos que mostram que tradições e símbolos culturais podem andar de mãos dadas com os mercados digitais mais avançados e competitivos. Um deles surge do mercado de iGaming e mostra que, se você não explorar a própria cultura, alguém o fará.
Estamos falando do jogo Fortune Tiger online, um slot de cassino digital. Esse game trabalha com vários elementos da cultura chinesa, com especial destaque para seu mascote: o Touro da Sorte, um dos principais símbolos do horóscopo chinês. O detalhe, entretanto, é o seguinte: o título foi feito pela PG Soft, uma desenvolvedora baseada em Malta.
Ou seja: não só a cultura tradicional foi totalmente compatível com a cultura digital, como ainda foi usada por uma empresa de outro país.
Florianópolis está na posição perfeita para explorar essa conexão
A cidade de Florianópolis reúne, hoje, um conjunto de elementos que poucos municípios do Brasil (e, talvez, do mundo) têm: uma forte estrutura para negócios digitais e uma cultura tradicional de alto potencial econômico.
O primeiro elemento é facilmente verificável: chamada de “Ilha do Silício”, Florianópolis é também considerada a “Capital Nacional de Startups”, com 780 empresas do tipo em seu território.
Ou seja, há uma forte capilaridade de empresas, profissionais e recursos tecnológicos na cidade.
O segundo ponto também é evidente: a cultura açoriana é riquíssima em símbolos e tradições que poderiam virar ou inspirar produtos digitais para a cidade.
A versatilidade de opções e misturas na cultura local
Existe um potencial incrível de símbolos e elementos culturais que podem ser alavancados com o uso inteligente da economia digital.
Voltando ao Fortune Tiger, por exemplo, nada impede que uma empresa local devidamente registrada crie um jogo parecido, mas inspirado no Boi-de-Mamão.
O iGaming, entretanto, não é a única área de interesse. O rico artesanato local, especialmente na Lagoa da Conceição, pode se beneficiar de soluções digitais, como aplicativos de venda de produtos ou recursos de exposição online.
Até mesmo o foco ambiental pode se beneficiar disso. Tanto as praias locais quanto os pontos de preservação da natureza podem ser potencializados com aplicativos e outros recursos digitais.
Como vimos, Florianópolis tem tudo para liderar uma nova fronteira: a que une raízes culturais e inovação digital. Seja transformando o Boi-de-Mamão em pixel, seja potencializando o artesanato da Lagoa ou nossas praias em experiências imersivas, a ideia aqui não é perder a identidade no digital, mas projetá-la para o mundo.