Castelo do cantor José Rico, da dupla com Milionário, encalha em leilão pela segunda vez

Foto: Reprodução redes sociais

Por: Elisângela Pezzutti

14/09/2023 - 10:09 - Atualizada em: 14/09/2023 - 10:15

O “castelo” do cantor José Rico, da dupla Milionário & José Rico, que foi a leilão judicial pela segunda vez, novamente não teve nenhum lance. O prazo para propostas foi encerrado nesta terça-feira (12).

A propriedade, que fica em Limeira, no interior paulista, é avaliada em R$ 3,2 milhões e tinha lance mínimo de R$ 1,6 milhão. A primeira pessoa que apresentasse proposta de compra que atendesse às condições do edital levava o imóvel.

A construção, que deveria ter mais de uma centena de quartos, foi projetada para ser um recanto para a família do artista, e ficou conhecida como o “Castelo de José Rico”, mas não chegou a ser concluída. A obra, iniciada em 1991, parou em 2015, quando José Rico morreu, aos 68 anos.

No site do leiloeiro, consta que “o imóvel aparenta estado de abandono, com mato crescente, janelas quebradas e pichações nos muros”.

Dívidas trabalhistas

O leilão do imóvel foi determinado pela Justiça para cumprir dívidas trabalhistas do sertanejo pernambucano. O processo foi movido por um músico que trabalhou com a dupla no período entre 2009 e 2015. De acordo com o ex-funcionário, ele não tinha carteira assinada, não usufruia de descanso semanal remunerado (DSR), não recebia horas extras, adicional noturno, insalubridade, 13° salários, férias, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) ou seguro-desemprego.

O ex-funcionário também afirma que acumulava funções e que foi vítima de danos morais durante o período em que trabalhou com a dupla.

Em 16 de julho de 2021, o juiz do trabalho Marcelo Luís de Souza Ferreira, do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), definiu a condenação em R$ 6,7 milhões. O valor envolve a indenização ao trabalhador, os honorários advocatícios e periciais, custas processuais, juros, imposto de renda e contribuições previdenciárias.

A penhora da propriedade de José Rico foi determinada em 7 de novembro do ano passado pela juíza Paula Cristina Caetano da Silva, da 2ª Vara do Trabalho de Americana.

*Com informações do UOL

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