O brasileiro João Guilherme Corrêa, investigado por integrar uma organização neonazista e procurado pela Interpol, foi preso neste sábado (27) na região de Pavia, próximo a Milão, na Itália. Foragido desde 2025, ele era alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pela 7ª Vara Federal de Florianópolis.
Segundo as autoridades italianas, Corrêa foi localizado em uma casa na zona rural e apresentou um passaporte falso durante a abordagem. Ele foi encaminhado à Delegacia Central de Milão. A prisão ocorreu após alerta da Interpol, que incluía seu nome na lista de difusão vermelha.
Além da investigação por suposta participação em uma organização neonazista, Corrêa havia fugido do Brasil dias antes de ser condenado a 35 anos de prisão pelo assassinato de um casal em Quatro Barras (PR), crime ocorrido em 2009. Em 2022, ele também foi alvo de uma operação da Polícia Civil que desarticulou uma célula neonazista em São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis.
De acordo com a Polícia Federal, as investigações envolvem suspeitas de discriminação racial e integração de organização criminosa. O investigado permanecerá preso na região de Milão enquanto aguarda o processo de extradição, que pode levar entre seis meses e um ano.