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Brasil é considerado o terceiro maior banco de doadores de medula óssea do mundo

Foto: Divulgação/Ativia

Por: Priscila Horvat

13/12/2024 - 16:12 - Atualizada em: 13/12/2024 - 16:28

Entre os dias 14 e 21 de dezembro é realizada a semana de mobilização nacional para doação de medula óssea. A iniciativa tem como o objetivo sensibilizar a população sobre a causa e incentivar o cadastro de novas pessoas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).

O Brasil conta atualmente com mais de 5,5 milhões de doadores cadastrados, sendo considerado o terceiro maior banco de doadores de medula óssea do mundo. De acordo com a enfermeira Larissa Fátima, especialista em educação em saúde da Ativia, as doações são essenciais para salvar a vida de pacientes diagnosticados com doenças hematológicas graves, como leucemia, linfoma e anemia falciforme.

A doação de medula óssea é um ato simples, mas que pode fazer toda a diferença na vida de quem está esperando por um transplante. Qualquer pessoa saudável, com idade entre 18 e 35 anos, pode se inscrever no Redome. Segundo a especialista, o candidato à doação precisa estar em boas condições de saúde e não ter doenças graves ou crônicas para garantir que o processo de doação não traga riscos para a própria saúde, nem para a saúde do paciente que vai receber a medula.

“A doação de medula óssea pode contribuir para o tratamento de mais de 80 doenças hematológicas, como leucemia, linfoma, aplasia medular, anemia falciforme, entre outras. Essas doenças são graves e muitas vezes só podem ser curadas apenas com o transplante de medula óssea, que permite a restauração da produção de células sanguíneas saudáveis”, explica.

Como doar

O primeiro passo para ser um doador é fazer o cadastro no Redome, que inclui a coleta de sangue para tipagem HLA. Esse exame é fundamental para identificar a compatibilidade genética entre o doador e o paciente.

“A tipagem HLA é o exame que compara as características genéticas do doador e do receptor. É através dessa compatibilidade que podemos garantir que a medula do doador será eficaz no tratamento do paciente. Caso o doador seja compatível, ele será chamado para exames adicionais e, se necessário, a coleta de medula óssea pode ser realizada de duas formas: aferese ou punção da medula óssea”.

“A aferese é um procedimento que retira as células-tronco sanguíneas diretamente do sangue, por meio de um processo de filtração. Já a punção da medula óssea é realizada diretamente na região posterior da bacia, sob anestesia local, para a coleta da medula. Ambos os procedimentos são seguros e eficazes”, destaca a especialista.

Ainda segundo a enfermeira, o transplante pode ajudar no combate a doenças e a salvar milhares de vidas. “O transplante pode ser a única chance de cura para essas doenças graves, pois a medula óssea saudável restaura a produção de células sanguíneas vitais. Quanto mais pessoas se registram no banco, maiores são as chances de encontrar um doador compatível. Isso aumenta a probabilidade de salvar vidas e melhorar a qualidade de vida de muitos pacientes”, afirma.

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Priscila Horvat

Jornalista especializada em conteúdo de saúde e puericultura.