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Aranhas lideram acidentes com animais peçonhentos em Jaraguá do Sul no verão

Foto: Divulgação/Prefeitura de Jaraguá do Sul

Por: Gabriel JR

07/01/2026 - 12:01 - Atualizada em: 07/01/2026 - 12:26

Com o aumento das temperaturas e da umidade, cresce no verão a incidência de acidentes envolvendo animais peçonhentos, como cobras, escorpiões, aranhas, lagartas e abelhas. O cenário é agravado pelo maior contato das pessoas com áreas de mata, trilhas, rios e ambientes naturais.

Em Jaraguá do Sul, levantamento da Vigilância Epidemiológica, considerando o período de 2021 a 2025, aponta que a maioria dos atendimentos está relacionada a acidentes com aranhas. Foram 153 casos registrados, o que representa mais de 50% do total. Na sequência aparecem os acidentes com serpentes, com 76 registros (26%), lagartas, com 27 casos (9%), abelhas, também com 27 ocorrências (9%), e escorpiões, com sete registros (2%). Não houve óbitos no período analisado.

Segundo o Ministério da Saúde e a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), medidas simples de prevenção e atenção aos ambientes frequentados são fundamentais para reduzir o risco desses acidentes.

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Recentemente, o biólogo Gilberto Duwe, da Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama), encontrou em sua residência uma aranha-armadeira, considerada uma das mais venenosas do mundo. O registro foi compartilhado por ele nas redes sociais, onde descreveu as características do animal. As imagens que ilustram a matéria foram feitas pelo próprio biólogo.

A Vigilância Epidemiológica orienta que, durante atividades em áreas de mata, trilhas, jardins, terrenos baldios ou áreas rurais, as pessoas utilizem calçados fechados e luvas, evitem sentar diretamente no chão, troncos ou pedras sem observar o local, não coloquem as mãos em buracos, ocos de árvores ou sob pedras, e sacudam roupas e calçados antes de usá-los. Também é recomendado manter quintais e terrenos limpos, sem acúmulo de lixo ou entulho.

Em caso de acidente, a orientação é procurar imediatamente atendimento de saúde, não fazer torniquete, não cortar ou sugar o local da picada e não aplicar substâncias caseiras. Sempre que possível, o animal deve ser identificado, sem colocar a vítima em risco. Manter a pessoa calma e em repouso até o atendimento também é essencial.

A Vigilância reforça que a busca rápida por atendimento médico é fundamental para a avaliação adequada e, quando indicado, para a aplicação do soro específico, reduzindo o risco de complicações.

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Gabriel JR

Repórter e radialista com 15 anos de experiência na área de comunicação