Um pepino com dimensões impressionantes surpreendeu moradores de Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí. O fruto mede cerca de 90 centímetros de comprimento e pesa sete quilos — números muito acima do que normalmente se vê — e foi colhido no dia 12 de janeiro.
A hortaliça foi produzida pelo agricultor Ambrósio Magnani, de 85 anos, conhecido na região como “Nonô Bode”. Com décadas de experiência no cultivo da terra, ele afirma nunca ter se deparado com algo parecido ao longo da vida.
Segundo Ambrósio, a muda foi adquirida em uma agropecuária, já com a expectativa de que o pepino pudesse crescer um pouco mais do que o habitual. Ainda assim, o resultado final superou qualquer previsão. “Sabia que poderia ser maior, mas não imaginei que chegaria a esse tamanho”, relatou.
A filha do agricultor, Alaide Martins, explicou ao g1 que o plantio ocorreu no fim de setembro e que o cuidado com a planta foi o mesmo dedicado às demais hortaliças. O adubo utilizado, inclusive, foi o mesmo aplicado na lavoura de milho. “Não houve nenhum tratamento especial”, contou.
Apesar disso, apenas um pepino apresentou crescimento fora do comum. Um segundo fruto da mesma planta não deve alcançar proporções semelhantes, já que o pé está mais fraco.

A hortaliça foi produzida pelo agricultor Ambrósio Magnani, de 85 anos | Foto: Arquivo pessoal
No país, os tipos mais cultivados de pepino são o caipira, o de conserva, o aodai e o japonês — este último o maior entre eles, mas que dificilmente ultrapassa os 30 centímetros de comprimento.
Para o pesquisador da Estação Experimental da Epagri, Gerson Wamser, o caso é bastante incomum. Ele explica que, como a muda foi comprada pronta, não é possível identificar com precisão a semente utilizada. “Pode se tratar de uma mutação genética, algo extremamente raro, talvez um caso em um milhão”, avalia.
O especialista destaca ainda que, se fatores como clima ou adubação fossem determinantes, outras plantas também teriam apresentado crescimento acima do normal. “Como apenas um pepino se desenvolveu dessa forma, a explicação genética é a mais provável”, afirma.
Wamser lembra que os pepinos geralmente são colhidos ainda jovens e que, quando permanecem mais tempo na planta, continuam crescendo. No entanto, ele ressalta que, neste caso, o desenvolvimento foi muito além do esperado.
Dá para comer?
Pepinos muito grandes e maduros costumam perder qualidade para consumo humano, ficando mais aguados e com sabor alterado. Por isso, as sementes do fruto gigante serão reservadas para futuras tentativas de plantio, enquanto o restante será aproveitado na alimentação das galinhas da propriedade, pois não faz mal.
Além do pepino fora do padrão, Ambrósio também cultiva repolho, abobrinha, vagem, couve-flor, tomate, pimentão e outras variedades menores da hortaliça.
Mesmo chamando atenção pelo tamanho, o pepino catarinense ainda não bateu o recorde mundial. De acordo com o Guinness World Records, o maior pepino já registrado foi colhido em 2022, no Reino Unido, e alcançou 113 centímetros de comprimento.