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5 mitos sobre a maternidade que você precisa esquecer agora

Foto: Freepik

Por: Priscila Horvat

06/03/2025 - 12:03 - Atualizada em: 06/03/2025 - 12:40

A maternidade é frequentemente romantizada. Frases como “ser mãe é instintivo” ou “o amor pelo bebê nasce no parto” são repetidas há gerações e contribuem para a culpa materna.

Mas a realidade nem sempre se encaixa nessas expectativas. Rafaela Schiavo, psicóloga perinatal e fundadora do Instituto MaterOnline, explica que essa idealização pode levar mães a se sentirem frustradas e sobrecarregadas.

Ela também destaca que desconstruir esses mitos é essencial para aliviar a carga emocional da maternidade. A psicóloga separou cinco crenças ultrapassadas que precisam ser esquecidas.

Mito 1: Toda mãe se conecta com o bebê assim que ele nasce

A ideia de que o vínculo é imediato e natural pode gerar sofrimento quando a realidade é diferente. Muitas mães demoram a se conectar com o bebê, e isso não significa falta de amor. O apego é um processo que se desenvolve com o tempo.

Mito 2: Se você precisa de ajuda, não estava pronta para ser mãe

A maternidade nunca foi um papel solitário. Em diversas culturas, criar um filho sempre foi uma experiência coletiva. Precisamos parar de romantizar a ideia de que pedir ajuda é fraqueza. O suporte de familiares e amigos é essencial para o bem-estar materno.

Mito 3: A mãe sempre sabe o que fazer

O conceito de “instinto materno infalível” coloca uma pressão desnecessária sobre as mulheres. Ser mãe envolve aprendizado e adaptação. A dúvida faz parte da jornada. Buscar informação e apoio é importante para aliviar essa cobrança.

Mito 4: Se a mãe tem rede de apoio, ela não pode se sentir cansada

Mesmo com suporte, a maternidade continua sendo exaustiva. O cansaço e a sobrecarga emocional são reais, e expressar isso não significa ingratidão. É fundamental validar os próprios sentimentos e buscar momentos de descanso.

Mito 5: Quanto mais tempo a mãe passa com o bebê, melhor

A qualidade do tempo importa mais do que a quantidade. Mães que conseguem equilibrar o autocuidado com a dedicação ao bebê tendem a se sentir mais seguras e menos sobrecarregadas. O bem-estar materno reflete diretamente no desenvolvimento da criança.

A psicóloga ainda pontua que romper esses mitos é importante para uma maternidade mais realista e acolhedora. “Precisamos normalizar as dificuldades desse período e reforçar que pedir ajuda não é um fracasso”, finaliza.

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Priscila Horvat

Jornalista especializada em conteúdo de saúde e puericultura.