Hoje escrevo sobre o assunto que mais gosto, a segurança pública! Conforme artigo escrito pela especialista Tércia Maria Ferreira da Cruz, para a Universidade Federal de Juiz de Fora, ao longo da história da humanidade, a segurança tem sido uma necessidade essencial na vida do homem. Segundo o psicólogo americano Abraham Harold Maslow, dentro da escala hierárquica das necessidades do ser humano, a segurança fica em segundo lugar, superada apenas pelas necessidades fisiológicas. A Constituição Federal (arcaica por sinal) de 1988, em seu artigo 144, refere-se à segurança pública, nos seguintes termos: “A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio [...]”. Segundo a autora, a Constituição Federal prevê como responsáveis pela Segurança Pública cinco organizações policiais, que são: Polícia Federal, Polícia Ferroviária Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil e a Polícia Militar, além dos Corpos de Bombeiros Militares, cada qual com suas atribuições. Tércia escreve no artigo: “o tema segurança Pública tem estado em evidência através da divulgação pela mídia, que diariamente pauta os assuntos relacionados aos crimes e a violência que afetam a vida da população, cobertura essa cada vez mais abrangente, com o acompanhamento no local dos fatos e divulgação muitas vezes simultânea às ações criminosas e às operações policiais”. A autora continua: “O papel da mídia vai muito além da cobertura e divulgação das notícias sobre segurança pública. Ela mobiliza as pessoas a pensar e agir sobre os fatos noticiados. Os órgãos de Segurança Pública também têm utilizado da parceria com a mídia para repassar orientações à população, bem como para obter apoio das pessoas para prestarem informações sobre fatos que possam ajudar no trabalho da polícia (o que ajuda Jaraguá a ser a cidade mais segura do Brasil)”. Mas, quando confiar realmente na mídia e quando não? Caro leitor, como formadores de opinião, temos em nossas mãos, verdadeiras “armas” que se forem utilizadas de maneira errada, podem prejudicar seriamente pessoas. Em seu artigo, a autora pontua: “Quando as notícias de crimes e violência são divulgadas sem haver uma contextualização dos fatos, ou seja, uma explicação sobre as circunstâncias em que ocorreram os crimes, qual a história das vítimas e dos autores envolvidos, etc., a tendência é que as pessoas formem uma opinião de que estão vivendo numa sociedade insegura, e que a qualquer momento podem ser a próxima vítima”. Daí a importância da responsabilidade social da mídia em veicular notícias de segurança. Um exemplo: Quando falamos que Joinville tem 40 homicídios é algo assustador, e você pensa: “não vou sair de casa, vão me matar”. Agora, se eu disser que 39 foram criminosos mortos por facções rivais ou por dívidas de drogas, você que é cidadão de bem, não se mete com essa gente e não deve para traficante, não fica mais tranquilo? Fica! Outro exemplo: Essa semana alguma desocupada, gravou um áudio alertando a todos sobre bandidos atacando carros no bairro João Pessoa, com a intenção de cometer assaltos, é um trote. Se divulgássemos isso antes de pesquisar sobre, imagina o pandemônio que criaríamos. Ou seja, somos responsáveis pois sabemos que lidamos com coisa séria, e que, aliás, temos poder de ajudar no combate à criminalidade. Pois é, agora fica com você a missão de escolher um jornal ou site sério e de credibilidade para se informar sobre segurança. Ou você pesquisa, ou vive de fake news.