William Fritzke | Dias melhores?

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Colunistas

Por: William Fritzke

domingo, 12:30 - 25/02/2018

William Fritzke
Na última semana, trocamos de governador e consequentemente de comandante geral da Polícia Militar, de delegado geral na Polícia Civil e de secretário de Segurança Pública. Qual a esperança que podemos ter? De dias melhores? Eu explico! Apesar de termos em Jaraguá um dos melhores batalhões de SC, se não o melhor (e isso não se deve só aos policiais, mas no geral à população, aos empresários, ao judiciário e etc.), muitas vezes deixamos de ser bem vistos aos olhos dos administradores. Quando há uma escola de novos soldados, não temos a destinação de efetivo que seria necessária, sempre com a mesma desculpa: “vocês têm ótimos índices de segurança com o efetivo atual, continuem com isso” – nas entrelinhas, é isso. O ilustre César Grubba, até então secretário de Estado da Segurança Pública, muitas vezes pecava em não lembrar que é de Jaraguá do Sul e que merecíamos atenção. Não precisamos ter uma piora no serviço e nos índices para sermos contemplados. Esse ano, se houver uma escola, esperamos que olhem por nós. Somente no ano passado o 14º BPM investiu quase R$ 2 milhões com recursos locais, ou seja, não precisou pedir arrego para os caixas da capital, e ainda assim com toda essa benevolência foi deixado por último na divisão do bolo. Esperamos que a nova cúpula olhe por nós do jeito que merecemos, somos os bons alunos da classe, não a turma do fundão – sem nenhum preconceito com quem senta no fundo. E as sparks? Já que estamos falando de polícia, desde o ano passado em Jaraguá do Sul não se dispara mais tiro de Spark, a Taser brasileira (arma de choque). Isso por que os policiais não têm mais cartuchos com munição para o armamento. A polícia fez sua parte e pediu 200 unidades ainda no ano passado, o dinheiro já está disponível a tempos, mas, até onde consta, o fornecedor, a Condor, não se mexeu para entregar. Para a polícia não muda, no uso progressivo da força, esgotadas ou nulas as possibilidades menos letais, se opta pelo tiro letal, porém, para a turma dos diretos humanos, e para a própria segurança do policial em ocorrências menores (para não dizer para sorte dos criminosos), esse material tem que chegar em regime de urgência. Assim espero, ou vou cobrar dos responsáveis como cidadão contribuinte. Índice de vagabundagem Nessa semana, foram divulgados números referentes ao estado dos presídios do Brasil. Em SC, são 15.994 vagas para 19.763 presos. Significa que está superlotado? Não! Significa que quem fez as contas contou mal. Se tem 19.763, é por que cabe 19.763. Presídio não é SPA para ter área ampla. Agora vamos e venhamos, olha o tanto de malandragem que estamos sustentando na cadeia. Que desânimo.
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