Acredito que existem muitas interpretações para voluntariado. Há décadas, muitos confundiam solidariedade com “caridade”, aquela forma equivocada que faz com que quem recebe a doação se sinta mais humilhado do que beneficiado. Há pessoas que se sentem superiores ao doar, mesmo que seja uma esmola, sem um pingo de generosidade. Isso sem falar nos que posam de beneméritos, magnânimos, meramente como forma de autopromoção, e de marketing, para impulsionar os negócios. E olha que isso funciona para muitos, em qualquer lugar do mundo! Hoje não se fala mais em damas de caridade, ainda bem! É quase uma ofensa. A palavra-chave é solidariedade, arregaçar as mangas em nome de uma causa, em uma catástrofe ambiental, ou causada por uma guerra. A diferença é que se em outros tempos muitos não colocavam a mão na massa e faziam doações “de longe”, sem se envolverem diretamente, hoje as pessoas são estimuladas a se engajarem, participarem de organizações não governamentais. Geralmente, quando se fala em voluntariado, vemà mente as campanhas do agasalho e de alimentos, seja para moradores de rua, ou pessoas atingidas por tragédias pessoais e coletivas, não é mesmo? Com certeza essa associação está correta, mas não se trata somente disso. Acontece que voluntariado tem um sentido bem mais amplo. Uma instituição sem fins lucrativos, instituída com o objetivo de fomentar a literatura e a cultura, como a Academia de Letras do Brasil – Santa Catarina (ALBSC) também existe para aplacar a sede e a fome, só que de conhecimento. Seus membros têm o compromisso de incentivar e promover ações para estudantes, especialmente das comunidades carentes. E quando constato que uma entidade que nasceu há menos de um ano, a Seccional Jaraguá do Sul da ALBSC, já está inserida e prestes a contribuir no novo equipamento público, o CEU (Centro de Esportes e Artes Unificados), o entusiasmo toma conta de mim. Não basta ser acadêmico, é preciso participar. Não basta aderir ao voluntariado, é preciso ter comprometimento.