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Vivemos num carnaval

Por: Luiz Carlos Prates

05/02/2026 - 07:02

O Carnaval não é uma festa gratuita… Ele um dia foi pensando, criado e resultou num formidável e continuado processo, e tem suas razões. Vamos recuar um pouco no tempo. Crianças brincando são extremamente criativas, se forem deixadas livres elas se revelam, vão passar sinais do que as espera no futuro. É só observar. Quando a criança não é impedida de certa brincadeira, ela brinca do que ela gosta… Crianças são livres e espontâneas. Já nós, os adultos, os intelectuais da vida, pensamos muito antes de entrar no “carnaval”, ou nem pensamos, entramos. Do mesmo modo como as crianças revelam seus gostos, simpatias e tendências nos brinquedos e brincadeiras nós, de igual sorte, nos revelamos ou no Carnaval propriamente dito ou nos “carnavais” inadvertidos. Vem dessa verdade a paixão de muitos pelo Carnaval, nos blocos, nos bailes, em todos os lugares do Carnaval podemos usar máscaras… E essas máscaras, para muitos, são brincadeiras. Não são, ninguém veste uma fantasia do que não gosta, a fantasia “revela”. Claro, há os que não gostam do Carnaval propriamente dito, mas gostam de outros “carnavais”, de igual modo reveladores da personalidade. A velha história, aquela que diz que nos revelamos por todos os poros. Os delegados sabem disso melhor que os psicoterapeutas… Nossos gostos, nossos desgostos, nossas piadas, o modo como descrevemos o que vemos, pessoas ou coisas, tudo se liga ao nosso “ego” subconsciente. Conscientemente podemos nos esconder atrás de uma fantasia propriamente dita ou por histórias muito bem contadas, antes de tudo para enganar a nós mesmos… Inícios de namoros ou de um “caso” afetivo qualquer, são “carnavais” dos dois lados, ambos os pombinhos mentem, eles bem mais que elas, bem mais… Inícios de namoros são iguais a bailes de carnaval, uma fantasia pura, das melhores, afinal, é preciso enganar o admirador… Nada melhor do que sentar e apreciar o carnaval. Claro, o carnaval dos outros, sem nos darmos conta nos realizamos, nos realizamos numa fantasia deste ou daquela, mas numa fantasia que bem nos seria do agrado real… Nós, humanos, somos um caso sério. Agora, fique claro, há muitas e muitas fantasias que fazem o bem, serão enganosas, sim, mas nos vão deixar gozar o baile da vida, ô, se vão… E a melhor das fantasias é a “personalidade”, a máscara das nossas máscaras.

VERDADE

Não guardei o nome dele, mas é secundário. Um CEO recém-aposentado da empresa de varejos Walmart, dos Estados Unidos, numa entrevista fez uma pregação aos jovens, ele disse: – “Jovens, busquem uma carreira que não pareça trabalho. A vida é curta demais para investir tanto tempo fazendo algo de que vocês não gostam”. Eu acho que esse CEO lê o nosso jornal, pô, vivo dizendo isso. Um dos maiores segredos da felicidade é casar com o nosso trabalho por amor…

DESCULPAS

Uma das mais repetidas enganações vem das pessoas que dizem não poder escolher o trabalho, explicam-se dizendo que precisam do dinheiro, isso sim. Todos precisamos de dinheiro, mas por que não buscá-lo nos braços da felicidade de fazermos um trabalho de que gostemos? E aí aparece uma lista enorme de falsas explicações. Acomodação e uma boa dose de vadiagem explicam tudo. Vender pipoca por prazer já enriquece…

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FALTA DIZER

Embusteiros saem em caminhadas, em passeatas, em rebuliços públicos com discursos enganosos dizendo buscar uma sociedade melhor e mais justa, isso e mais aquilo. Por que não pregam a “Revolução” dos livros, das leituras? Por que não pregam o conhecimento das leis? Passeatas para aplicação da lei sobre prepotentes, “autoridades” fora da lei, para isso não fazem passeatas. Trambiqueiros!

 

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.