Queiramos ou não, vivemos num teatro, tanto somos atores quanto plateia. O tempo todo ao longo da vida, ninguém escapa, atores ou plateia. É bom isso? Se ninguém escapa, temos então que dar um jeito nesses dois personagens, o ator, a atriz, ele ou ela, no palco, ou então quando estamos como plateia, isto é, diante dos outros como observadores. Já disse aqui aborrecidas vezes que a palavra personalidade vem do latim, persona, que significa máscara. Então, não temos como escapar, se fazemos uso de uma máscara social é preciso interpretar bem o nosso “papel” no teatro da vida. Acabei de ouvir, outra vez, o americano HJ Hoge, mais uma daquelas palestras que ouço enquanto faço a minha caminhada diária. Nesta palestra que acabo de ouvir, o americano falava de vários atores e atrizes famosos em Hollywood, num tempo em que a fama vinha do talento mostrado nas telas e não das enganações da Internet de hoje. E o palestrante contou da personalidade desses atores e atrizes famosos, pessoas admiradas tanto nas telas quanto pelas gentilezas, simpatias e agrados sociais que faziam no cotidiano de suas vidas, até que… A imprensa noticiava seus suicídios. Uma lista de personalidades famosas do cinema americano que se mataram e provocaram uma trepidante surpresa nos fãs por todo o planeta. Mas por que se mataram? E era aqui que se escorava o palestrante em suas palavras: esses suicidas eram por fora o que não eram por dentro. Por fora pareciam felizes, sempre sorridentes, dispostos a estender a mão a quem os procurassem por isto ou por aquilo. Mas não eram por dentro os “atores” que eram por fora. E o palestrante enfatizava a importância de sermos o que somos e não “atores e atrizes” na trajetória da vida cotidiana. Ser educado e ter bons modos no convívio social? Sim, esse é um compromisso, ou deve ser, de nós todos. O que não podemos, ou não devemos, é fingir o tempo todo por fora o que não somos por dentro. Falsos e enganosos casamentos, namoros teatrais como fazem esses “vazios” hoje chamados de “influenciadores”, tudo isso leva as pessoas à infelicidade da verdade interior. Muita gente faz teatro por fora o que não vive por dentro, enganação perigosa. Ou prévia de um suicídio social. Ninguém é feliz silenciando-se por dentro e mentido por fora.
DISCUSSÃO
Está em discussão a redução da maioridade penal. Já vai tarde. Sugiro reduzir para 12 anos e ponto final, mas… E os pais? Quando haverá uma lei para “elevar-lhes” a responsabilidade como pais? A maioria dos pais que anda por aí não devia ter nascido, irresponsáveis, irresponsáveis da educação filial. Incontáveis desses pais são “autoridades”, têm “poderes”… Mas o poder deles desaparece quando precisam conjugar o verbo Haver…
PECADOS
Eu tenho “calos” nas orelhas, tantas foram as vezes em que ouvi, como sentença condenatória e ameaçadora, a palavra pecado. Morrer em pecado mortal, sem prévia confissão, era ir para o fogo do inferno pela eternidade. Tem cabimento uma estupidez dessas? Mas faziam isso com as crianças. E os bichos? Ontem vi uma cachorrinha sem uma perna. Qual foi o “pecado” dela para pagar por esse sofrimento? Chega de mentirosas pregações dizimista…
FALTA DIZER
Dia destes um pastor evangélico, ferido por críticas de alguém, disse numa postagem dele, que o crítico não terá a mesma ousadia no dia em que tiver um câncer de garganta. Pode isso? Na “salinha dos fundos” será interessante pedir ao “religioso” que repita a praga…